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Militares alegam ter forçado demissão de Kumba | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de 14 militares guineenses subscreveu uma declaração onde reconhece que o ex-Presidente Kumba Ialá foi forçado a assinar uma carta de renúncia. 14 dos 20 oficiais, subscritores da declaração entregue à justiça no passado dia 19, advertiram também o Supremo Tribunal para não vetar nenhuma candidatura às próximas eleições presidenciais. O documento foi entregue ao Tribunal Regional de Bissau, e pode ser preponderante para a aceitação da candidatura de Kumba Ialá pelo Supremo Tribunal. O conteúdo da declaração coincinde com as alegações de Kumba de que teria sido afastado, e entre os subscritores está o nome de Tagmé na Waye, o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné Bissau. CEDEAO preocupada Cabe agora ao tribunal decidir se vai aceitar ou não o conteúdo da carta, e elaborar o veredicto sobre a candidatura de Ialá às presidenciais de 19 de Junho. A procuradoria-geral também poderá accionar mecanismos contra os militares, se se confirmar a coacção sobre Kumba. AS candidaturas dos ex-presidentes depostos Nino Vieira e Kumba Ialá continuam a preocupar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). A organização já enviou a Bissau uma missão que reuniu com todos os orgãos soberanos, chefias militares, o representante da ONU, e os partidos políticos subscritores da carta de transição. O secretário executivo da CEDEAO, Mohammed Ibn Chambas, já afirmou que o organismo vai reunir de emergência para analisar as duas candidaturas. |
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