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Mudanças climáticas em debate em Maputo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Moçambique e os restantes países da África Austral devem preparar-se para um agravamento das cheias e das secas cíclicas devido às mudanças climáticas. A recomendação surge na esteira de um encontro sobre a questão que está, desde segunda-feira, a ter lugar em Maputo. Moçambique é descrito como um dos exemplos mais flagrantes do continente africano relativamente ao impacto negativo das alterações climáticas que o mundo atravessa. Vulnerabilidade Um processo mais eficaz de monitoria das mudanças climáticas e uma avaliação mais precisa dos índices de vulnerabilidade dos vários países face às alterações provocadas por fenómenos extremos, como o El Niño ou La Niña, eis o que discute este encontro internacional. São fenómenos provocados pelo homem, através de práticas nefastas como por exemplo a queima de combustíveis fósseis e a destruição de florestas. Telma Mandlate é do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental, disse-me que a Convenção-quadro sobre mudanças climáticas refere-se às alterações resultantes das actividades dos humanos.
Ecossistemas "Essas actividades fazem com que as mudanças climáticas ocorram a um ritmo que não permite que os ecossistemas se adaptem às alterações verificadas". Segundo Telma Mandlate, no caso de Moçambique essas mudanças apresentam-se na forma de secas, cheias e ciclones tropicais. "Há quem diga que as cheias de 2000 foram, de facto, alguns dos efeitos das mudanças climáticas que estão a começar a acontecer. O mesmo se passa em relação às secas que afectam a África Austral. E todas as previsões apontam para Comunicação nacional E é aqui, segundo Telma Mandlate, onde joga um importante papel a chamada comunicação nacional. Trata de um instrumento para cuja elaboração se espera que este encontro, em que tomam igualmente parte agências internacionais especializadas, também contribua. "Temos aqui técnicos de diferentes sectores e seria bom que Moçambique aproveitasse esta capacitação para que na elaboração da comunicação nacional fosse avaliada a vulnerabilidade do país. Só assim os nossos parceiros no mundo desenvolvimento poderão ajudar-nos". |
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