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Última actualização: 12 Abril, 2005 - Publicado em 19:29 GMT
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Bissau denuncia regresso de Nino Vieira
Nino Vieira
Nino Vieira foi acusado de ter entrado em Bissau 'como um mercenário'.
As autoridades guineenses receiam que o regresso do ex-presidente João Bernardo Vieira, 'Nino', possa pôr em causa o processo de normalização política.

Num encontro com o corpo diplomático acreditado em Bissau, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, referiu a necessidade de medidas preventivas.

Os receios prendem-se igualmente com os últimos desenvolvimentos em torno das presidenciais previstas para 19 de Julho.

Premência

As preocupações levantadas pelo regresso de Nino Vieira juntam-se a temores suscitados antes pela reiterada intenção de Kumba Yalá de concorrer às eleições.

'Nino Vieira, que regressou na semana passada, não disse se tenciona concorrer às eleições presidenciais, mas deixou claro que pretende participar na vida pública.

No encontro com o corpo diplomático e representantes de organismos internacionais, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, pediu 'premência' na tomada de medidas preventivas.

 Há sinais inquietantes de que o país poderá descambar.
Lobo de Pina, ministro guineense

'Como um mercenário'

Depois do encontro, Filomeno Lobo de Pina, ministro da Comunicação Social e porta-voz do governo disse haver sinais inquietantes, 'os quais mostram que ' o país poderá descambar.'

As autoridades alegam que Nino Vieira violou o espaço aéreo guineense, quando regressou ao país na semana passada a bordo de um helicóptero da força aérea da Guiné-Conacri.

O chefe do governo guineense reagira antes ao regresso do ex-presidente, afirmando que Nino Vieira entrara na Guiné-Bissau 'como um mercenário'.

Sinais graves

´Temos que estar preocupados quando a soberania de um país é violentada desta maneira. Há sinais claros de que as coisas poderão descambar neste país.'

Lobo de Pina disse que o governo está a proceder a levantamentos e a adoptar medidas preventivas no sentido de ' chamar as pessoas à razão.'

O dirigente guineense sublinhou a gravidade dos sinais, numa altura em que, segundo Lobo de Pina, 'o país está a caminhar bem e a receber apoio da comunidade internacional.'

Conacri

Bissau indicou que só não agirá contra Conacri, por gratidão, dada a ajuda deste país à guerrilha do PAIGC durante a luta armada de libertação.

O governo de Bissau tinha-se mostrado desfavorável ao regresso de Nino, exilado na Europa, após ter sido deposto por um golpe militar.

Mas o seu regresso foi apoiado por sectores das forças armadas e por um grupo de militantes do seu partido, o PAIGC, actualmente no poder.

Entre as figuras que apoiam Nino Vieira, destacam-se o vice-presidente, Aristides Gomes e Helder Proença.

Mal-estar

O correspondente da BBC em Bissau dá conta de um 'evidente mal-estar' entre as forças armadas e o governo, mesmo depois de Nino Vieira se ter deslocado para Conacri, onde se encontra neste momento.

O regresso do ex-presidente guineense aumentou receios sobre uma nova crise, despoletados antes pelo anúncio de Kumba Yalá.

Na corrida à nomeação pelo seu partido, o PRS, Kumba Yalá derrotou dois correlegionários.

O Supremo Tribunal terá de se pronunciar sobre a validade de todas as candidaturas.

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