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Última actualização: 02 Março, 2005 - Publicado em 04:45 GMT
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Britânicos trocam condicionalidade por parceria
Notas bancárias britânicas
Os britânicos querem parcerias com os países que administrem devidamente as suas ajudas
A Grã-Bretanha vai mudar a forma como fornece ajuda aos países em desenvolvimento.

Em vez de impôr condições estritas na forma como é usado o dinheiro disponibilizado, no futuro as autoridades britânicas vão procurar formar parcerias com os países mais pobres.

O Ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn, vai anunciar a nova iniciativa hoje numa reunião especial da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento que decorre em Paris, a capital francesa.

Linguagem antiga

'Condicionalidade' é um dos termos da linguagem de desenvolvimento na moda nos anos 80 e 90.

Em teoria soava bem mas, na prática, não resultou. Agora, em vez de insistir que os governos sigam políticas específicas, o governo britânico decidiu optar por avaliar os resultados finais.

Desta forma, desde que os governos recipientes de ajuda financeira mostrem que não são corruptos, terão toda a liberdade para decidir como dispender as somas de dinheiro disponibilizadas.

Condicionalidade

A 'condicionalidade' foi substituida por uma nova palavra - 'parceria'.

A iniciativa foi saudada por agências de auxílio que haviam anteriormente criticado o governo britânico, não apenas pela quantidade de ajuda mas também pelas condições impostas para a sua disponibilização.

A ONG Action Aid usa como exemplo a privatização da água no continente africano como uma das áreas em que as condições impostas pelos britânicos levaram a que milhares de pessoas deixassem de ter acesso a esse recurso devido à forma dogmática como foi feita a sua privatização.

Pensamento ortodoxo

Hoje em Paris na reunião das nações mais ricas da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, o Ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn, vai introduzir uma nova iniciativa que contraria o pensamento ortodoxo tanto do Banco Mundial como do Fundo Monetário Internacional.

A Grã-Bretanha incrementou em mais de 100% o seu orçamento de ajuda internacional nos últimos oito anos - desde a chegada ao poder do governo trabalhista de Tony Blair.

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