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Imigração: União Europeia à procura de política comum | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Está em curso em Espanha uma gigantesca campanha para registar cerca de meio milhão de imigrantes ilegais que já trabalham no país. O objectivo das autoridades espanholas é acabar com a economia ilegal. Entretanto, o governo britânico acaba de propôr a introdução de um novo sistema de pontuação para melhorar o controlo imigratório. Trata-se de uma questão altamente controversa quando os britânicos se preparam para ir a eleições nos próximos meses. Falta de coordenação Segundo observadores, estes dois planos mostram a falta de coordenação da política de imigração da União Europeia. Com a abolição das fronteiras internas da União Europeia, é impossível que países isolados combatam a imigração ilegal sozinhos. Em 1999 os líderes da União Europeia decidiram elaborar uma política comum de asilo e imigração. Mas os resultados não são muito visíveis, principalmente porque a imigração se transformou numa questão eleitoral muito sensível na Europa Ocidental. Padrões comuns Quando, há alguns anos, a Comissão Europeia propôs a adopção de padrões comuns para a admissão de imigrantes económicos, a ideia foi taxativamente rejeitada pelos governos da União. Como resultado, as regras de imigração continuam a variar, de forma dramática, entre os 25 países membros. Em Janeiro último, a Comissão Europeia reabriu o debate, argumentando que a Europa precisava urgentemente de mais imigrantes económicos por forma a poder aproximar-se da competição global. A Comissão Europeia prevê que, dado o envelhecimento rápido da sua população, o número de pessoas empregadas na União Europeia cairá em 20 milhões nos próximos trinta anos. Cartão Verde Entre as soluções propostas estava a introdução de um 'cartão verde' - ao estilo norte-americano - que daria aos imigrantes o direito a trabalhar em toda a União Europeia. Até ao fim de 2005, a Comissão Europeia pretende consultar os empregadores, os sindicatos, as ONG's e os países de onde parte o maior número de imigrantes por forma a apresentar-lhes um projecto de imigração legal. O objectivo não é estabelecer limites nacionais - porque esta é uma matéria da competência de cada governo da União - mas sim assegurar a necessária coerência na forma como se lida e se integra os imigrantes. |
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