|
Fórum de Davos combate pobreza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fórum Económico Mundial de Davos reúne anualmente dirigentes e empresários mundiais na estância de ski suiça. O encontro é exclusivo, dispendioso e sem dúvida divertido - para o restricto círculo de convidados. Em debate está uma vasta lista de tópicos. Críticos defendem que não é representativo e não leva a acções imediatas. Círculo restricto Há 4 anos activistas políticos e sociais organizaram um fórum rival no Brasil intitulado Fórum Social Mundial - FSM , destinado a servir como alternativa ideológica. Este ano conta com a participação de mais de cem mil pessoas - uma medida certa da oposição que Davos inspira. Mathew Bishop, editor económico da revista de referência britânica "Economist" no encontro suiço, afirma que o Forum de Davos é bem mais que um rol de festas e coktails "circulam muitas bebidas mas há também um número considerável de conversas sobre os temas mais importantes a nivel mundial - por isso julgo que não é uma brincadeira. Acho mesmo que é um encontro muito sério". Davos vs. Fórum Social Mundial O jornalista britânico acredita que um dos pontos fortes - talvez também um dos pontos fracos - é o facto de Davos juntar homens de negócios, dirigentes políticos e membros de ONGs "todos trabalham em conjunto para encontrarem ideias práticas. E supostamente alguns saíram daqui para implementar essas ideias".
Pelo menos os que integram o encontro de Davos podem implementar ideias. Em contrapartida o vasto número de participantes no Fórum Social Mundial, na cidade brasileira de Porto Alegre, não tem qualquer tipo de poder. Hilary Wainwright do Transnational Institute, explica que os participantes do Fórum Social Mundial no Brasil representam um outro tipo de poder, o poder do povo. O poder das pessoas como eleitores, trabalhadores, cidadãos. Combate à pobreza O grupo de Davos presta ouvidos em parte devido aos protestos anti-globalização de Seattle em 1999 que levaram à suspensão das negociações de liberalização do comércio mundial. Esta semana Davos conta com a presença da estrela de rock e activista anti-pobreza Bono, dos U2, num debate sobre o perdão da dívida e do ministro das Finanças britãnico Gordon Brown e o Primeiro-Ministro britânico Tony Blair. Richard Samans, ex-conselheiro do presidente Clinton, dirige actualmente a Global Issues em Davos. Samans sugere que os dois fóruns são complementares e que a actividade empresarial tem um papel importante no apoio à sociedade civil. Que tipo de empresas devem contribuir para a sociedade e que forma democrática devem asuumir as instituições financeiras internacioniais...algumas das questões que devem esta semana ser abordadas em Davos. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||