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África perde médicos todos os anos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
23 mil profissionais de medicina emigram para fora de África anualmente, afirma estudo da OIM. A Organização Internacional para as Migrações publicou um relatório onde diz que os países mais desenvolvidos poupam milhões ao receber técnicos de saúde qualificados de África. Médicos e enfermeiros formados em África, à custa de enormes despesas dos seus países, vão depois trabalhar noutros países em busca de melhores condições. A organização inter-governamental afirma que cerca de 3 milhões de trabalhadores qualificados já abandonaram o continente Africano. Considerando que, num país mais desenvolvido, custaria ao estado por volta de 184 mil dólares para formar cada profissional, o total do dinheiro poupado chega aos 552 mil milhões de dólares, afirma a OIM. O problema da formação As nações pobres gastam perto de 500 milhões de dólares por ano em formação de trabalhadores de saúde. Muitos dos que emigram são os trabalhadores mais experientes e qualificados, o que também cria um problema de formação de novos profissionais, regista o relatório apresentado quarta-feira. "O facto de termos recursos limitados também aumenta os custos relativos de educação e formação", declarou Meles Zenawi, primeiro-ministro da Etiópia. Numa tentativa de resolver o problema, a OIM está a tentar que os países ricos paguem pelo regresso dos profissionais aos países de origem, para que trabalhem durante períodos de tempo não-especificados. Um dos países mais afectados, a Nigéria, tem cerca de 21 mil médicos a trabalhar nos Estados Unidos. Estima-se que em 2025 um em cada dez africanos estará a trabalhar fora do país natal. O outro lado da questão Se, por um lado, os países de origem perdem pessoal qualificado, por outro lado, ganham com as remessas que os emigrantes enviam de volta para o continente africano. Ao todo, cerca de 4 mil milhões de dólares são enviados para África através de canais oficiais. Os números não-oficiais são duas ou três vezes maiores. A OIM revela que as remessas têm um importante papel na balança de pagamentos dos países africanos, e ajudam a proporcionar uma vida melhor às famílias que ficam. Outro aspecto revelado no relatório é que nem todas as migrações ocorrem para a América ou a Europa. São cada vez mais os africanos que procuram um destino melhor dentro do seu próprio continente. |
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