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UNICEF aponta dedo acusador aos governos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No seu mais recente relatório a UNICEF aponta o dedo aos governos de todo o mundo afirmando que mais de mil milhões de crianças sofrem em todo o mundo. Segundo aquela organização, o sofrimento das crianças é consequência de condições de vida de extrema pobreza devido a políticas deliberadamente erradas conduzidas pelos governos. Para os observadores, o que choca no novo relatório da UNICEF não é o facto de mil milhões de crianças estarem a sofrer em todo o mundo mas sim o facto de tal se dever as escolhas deliberadas efectuadas pelos governos. De acordo com a UNICEF, problemas como a pobreza e a guerra podem ser resolvidos. No entanto, a publicação do mais recente relatório coincide com críticas dirigidas à organização que estaria demasiado concentrada em questões relacionadas com a defesa dos direitos das crianças e não com o investimento na melhoria das suas condições de saúde. As críticas são dirigidas pela influente publicação de ciências médicas, The Lancet que acusa a agência da ONU de, e citamos, "ao longo da última década ter falhado na implementação de uma estratégia para a sobrevivência das crianças", fim de citação. No seu editorial a revista britânica afirma que a UNICEF adoptou uma estratégia errada ao concentrar-se em questões relacionadas com os direitos humanos e legais das crianças. A UNICEF reagiu às críticas afirmando que uma abordagem baseada em direitos e legalidade é a forma mais eficaz de responsabilizar os governos pela saúde e bem-estar das crianças. Ainda segundo a agência da ONU, a queda registada nos valores da mortalidade infantil prova que esta é a abordagem mais correcta. |
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