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Última actualização: 19 Novembro, 2004 - Publicado em 19:54 GMT
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Moçambique e Portugal procuram solução para Cahora Bassa

Barragem de Cahora Bassa
Cahora Bassa é a segunda maior barragem hidro-eléctrica de África
Em Moçambique apesar das eleições gerais que se avizinham o actual Governo afirma-se empenhado na busca de caminhos que possam levar a uma solução definitiva, junto de Portugal, de controversa questão da barragem hidro-eléctrica de Cahora Bassa.

Falando à BBC, o vice-ministro das Finanças, Manuel Chang, defendeu a aplicação do princípio de reversão, passado o período de concessão, de modo a que o seu país saía da situação de accionista minoritário do mega empreendimento.

Recorde-se que Moçambique detém apenas dezoito por cento das acções, cabendo as restantes a Portugal.

Descrita como a segunda maior barragem do género em África, Cahora Bassa está localizada na província meridional de Tete e exporta energia eléctrica para consumidores no Zimbabwe e também para África do Sul, de onde também, e por razões técnicas, a electricidade é depois redistribuída para Moçambique.

Dossier pós-independência

A estes países deverá em breve juntar-se o Malawi, segundo determinou um concurso há vários meses lançado naquele país e ganho pela Hidro-Eléctrica de Cahora Bassa.

Com capacidade para alargar ainda mais a sua bolsa de clientes, este multimilionário empreendimento constitui o principal dossier pós-independência no âmbito das relações e dos contactos aos mais variados níveis entre os estados moçambicano e português.

Contudo e apesar das longas maratonas negociais, particularmente nos últimos tempos, em torno deste assunto, não se pode falar de progresso palpável, muito embora o vice-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, indique que uma solução definitiva poderá eventualmente estar para breve.

Dívida

As negociações sobre Cahora Bassa centram-se fundamentalmente nas cifras relativas à dívida contraída aquando da construção daquele empreendimento.

Esta deve primeiro ser paga por Moçambique a Portugal, tal como determinam os protocolos assinados em 1975, de modo a que o princípio de reversão possa ser observado.

manuel Chang preferiu não revelar os montantes envolvidos mas a BBC apurou que se situam na ordem dos 2,6 mil milhões de dólares.

Ainda segunda a nossa fonte a questão de Cahora Bassa deverá ainda no decorrer desta semana conhecer a sua quinta ronda negocial aqui na capital moçambicana.

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