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Última actualização: 14 Outubro, 2004 - Publicado em 14:31 GMT
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FMI exige maior rigor em S.Tomé

Damião Vaz d'Almeida, primeiro-ministro de S.Tomé e Príncipe
Primeiro-ministro ficou a saber que as negociações com o FMI foram complicadas
O Fundo Monetário Internacional exige das autoridades saotomenses maior rigor na política macro-económica, condição indispensável para S. Tomé e Príncipe chegar à segunda fase da iniciativa HIPIC para o perdão da dívida externa do arquipélago, avaliada, nesta altura, em mais de 300 milhões de dolares.

Para tentar convencer o Fundo da necessidade de uma renegociação para o restabelecimento do programa com o FMI, esteve recentemente em Washington o ministro santomense das Finanças.

Adelino Castelo David, que já se encontra no país, à saída de um encontro esta terça-feira com o primeiro-ministro Damião Vaz d'Almeida, e a quem deu a conhecer o relatório da sua missão a Washington, considerou de bastante complicadas as negociações com a missão do Fundo e de difícil a actual situação financeira de S. Tomé e Príncipe.

Segundo este governante, a não entrada, até ao momento, de receitas do petróleo obrigou o governo a contrair novos empréstimos para o financiamento dalguns projectos, em carteira, e que vieram aumentar o fardo da dívida
externa do país.

Correcção macro-económica

O novo ministro das Finanças de S. Tomé e Príncipe reconhece a crítica situação financeira do país, mas Castelo David acredita numa inversão do actual quadro "negro", desde que sejam imediatamente tomadas medidas de correcção macro-económica.

E uma vez mais, a população das ilhas é chamada para mais um aperto do cinto, que já reclama mais "buracos".

A contenção das despesas públicas é uma das medidas a adoptar pelo executivo de Damião Vaz d'Almeida, que não deve descurar, de igual modo, medidas para travar a inflação, como consequência da falta de dinheiro através das receitas internas.

Para o ministro santomense das Finanças, o país não tem outra saída para a grave situação financeira, senão a retomada do programa com o Fundo.

E tudo indica que já no próximo mês de Novembro uma missão do Fundo Monetário Internacional deverá chegar a São Tomé, para "in loco" fazer a avaliação das finanças públicas santomenses.

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