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Última actualização: 14 Outubro, 2004 - Publicado em 18:37 GMT
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População activa de África está a morrer de Sida
Pascoal Mocumbi
Pascoal Mocumbi, co-patrono da Comissão Africana de Governação e Sida
Os lideres africanos têm que fazer face à situação de estarem a ficar sem a sua população activa, devido ao HIV-Sida, disse Pascoal Mocumbi, o ex- primeiro ministro moçambicano e presentemente co-patrono da Comissão africana para Governação e Sida.

A comissão, encontra-se reunida na sua 3ª sessão em Adis Abeba, na Etiópia, desde que foi criada em Junho do ano passado, pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan-

A Comissão está a estudar estratégias visando reverter - com carácter de urgência - a actual espiral ascendente da pandemia no continente.

O Sida tem um impacto imprevisível, por não haver estudos sobre isso, sobre a viabilidade dos Estados" - disse Mocumbi, em entrevista concedida à BBC - por telefone - a partir da capital etíope, Addis Abeba.

 O Sida tem um impacto imprevisível, por não haver estudos sobre isso, sobre a viabilidade dos Estados
Pascoal Mocumbi

Considerou que, por não haver, entre os governos africanos, a percepção, que grande parte da sua força de trabalho activa, incluindo o aparelho de estado, a comissão vai agora tentar articular um plano global com os programas nacionais de cada país do continente.

Chegar às zonas rurais

Pascoal Mocumbi, defende ser imperativo estender a acção de combate, prevenção e tratamento à zonas rurais, onde vive a maioria da população africana.

"Em Moçambique, por exemplo, os gabinetes de teste voluntário do HIV-Sida ficavam sobretudo nas cidades, e aí, agiam apenas com as pessoas com algum nível de informação e rendimento".

Adiantou que "nas zonas rurais onde há mais riscos de desmembramento das famílias, sobretudo os cabeças do lar, não têm sido abrangidas por qualquer tido de programa. Pretendemos reverter esta situação".

As organizações, baseadas nas comunidades - acrescentou - devem receber recursos para poderem prestar assistência às famílias onde existem doentes com Sida, e orfãos desta tragédia, e ficarem capacitadas a fornecer tratamento com anti-retrovirais.

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