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Comissão para África conclui negociações | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os membros da Comissão para África - constituida pelo Primeiro-Ministro britânico - concluiram dois dias de negociações na capital da Etiópia, a cidade de Addis Abeba. Há, desta vez, entre os membros da Comissão, uma grande esperança em relação a uma bem sucedida luta contra a pobreza em África. Para alguns, o abrir de portas, no Ocidente, engendrado por Tony Blair, terá de ser devidamente correspondido pelos líderes africanos. Este passo é visto como uma oportunidade derradeira para se inverter a situação da pobreza no continente. Todos os participantes nas negociações de Addis Abeba concordaram que a redução da pobreza é fundamental para se inverter a situação de África. A maior parte das nações africanas estão hoje mais pobres do que há vinte e cinco anos. A Comissão para África, presidida pelo Primeiro-Ministro Tony Blair, está agora concentrada em persuadir os países mais ricos do mundo a apoiar o continente na sua recuperação. O Presidente Benjamin Mkapa, da Tânzania, que é um dos dezassete membros da Comissão para África, disse que os povos africanos têm de ser mais exigentes no debate sobre o seu próprio futuro. "Teremos, certamente, de ser mais pró-activos, e exigir regras comerciais justas, acesso aos mercados ocidentais e a valorização devida dos nossos produtos." "Não acho que tenhamos sido, até aqui, suficientemente claros", sugeriu Mkapa. O músico e activista político, Bob Geldoff, que também integra a Comissão para África, disse que deve ser apresentado agora ao grupo das oito nações mais industrializadas do mundo, o G8, um plano de acção radical. "O Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha vai assumir, no final do ano, a presidência da União Europeia e é o presidente do G8." "Esta é, provavelmente, a primeira e a última oportunidade para se influenciar este processo e para nos fazermos ouvir ao mais alto nível político." A Directora-Executiva do Programa da ONU para o Reassentamento Populacional, a Doutora Anna Tibaijuka, concorda com este ponto de vista. "Achamos que se o líder de uma das mais importantes nações do mundo estende a mão para tentar ajudar África, o nosso dever é juntarmo-nos a ele para ver como podemos avançar." Os apelos a uma maior acção internacional a favor de África deverão ser um tema consistente ao longo do próximo ano. Os países africanos sabem que podem tirar vantagem dos esforços de recuperação já em curso. Mas, crucialmente, tudo dependerá dos anseios da Comissão para África em criar uma parceria muito mais sólida entre África e o Ocidente. |
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