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Última actualização: 28 Setembro, 2004 - Publicado em 03:19 GMT
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Angola a caminho da auto-suficiência alimentar
Frutas
Angola vai produzir também a pensar nas exportações
O multimilionário russo, Arcadi Gaydamak, disse à agência Reuters, em Luanda, que estava empenhado em reavivar o sector agrícola angolano, com investimentos de 150 milhões de dólares.

Gaydamak, que vive em Moscovo, está envolvido numa série de projectos - que vão das finanças à agricultura e à extracção de minérios

Ele tem um mandado internacional de captura, emitido pelas autoridades francesas em 2000, por não ter comparecido perante um magistrado para responder a acusações de tráfico de armas.

Arcadi Gaydamak rejeita as acusações e diz que as evidências apresentadas haviam sido falsificadas.

A guerra angolana que terminou em 2002 arruinou as infra-estruturas e a agricultura do segundo maior produtor de petróleo em África.

 Os US$25 milhões gastos a importar frangos congelados do Brasil podem ser investidos localmente
Arcadi Gaydamak

Com 13 milhões de habitantes, Angola depende da ajuda internacional e das importações comerciais para colmatar as suas necessidades alimentares.

"Em dois anos, vamos satisfazer todas as necessidades alimentares de Angola. Já estamos a produzir cinco por cento das necessidades na Fazenda Terra Verde. Conseguimos isso em 18 meses", disse o russo.

Terra Verde é um projecto piloto de 350 hectares nos arredores de Luanda e em que Gaydamak investiu 30 milhões de dólares.

A fazenda produz frutas e vegetais - incluindo pimentos, melões, tomates e batatas - e frangos e ovos para consumo local.

Planos para exportações

Arcadi Gaydamak está também a produzir milho, em parceria com a empresa estatal angolana, Simportex - um projecto com um investimento inicial de 120 milhões de dólares.

"Com a Simportex vamos produzir produtos básicos, especialmente frangos", disse.

Segundo ele, Angola dispende anualmente 25 milhões de dólares com a importação de frangos congelados do Brasil - um montante que poderia ser investido na criação de um aviário e de postos de trabalho locais.

Com outros investidores privados, Gaydamak está também a investir na produção de laranjas e uvas para exportação para a Europa.

O multimilionário russo acredita que os seus projectos, por si só, podem alimentar Angola e começar a exportar dentro de 24 meses.

O governo angolano diz que outros investidores privados, bem como agências estatais, estão igualmente a trabalhar na revitalização da agricultura por forma a garantir a segurança alimentar.

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