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Angola a caminho da auto-suficiência alimentar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O multimilionário russo, Arcadi Gaydamak, disse à agência Reuters, em Luanda, que estava empenhado em reavivar o sector agrícola angolano, com investimentos de 150 milhões de dólares. Gaydamak, que vive em Moscovo, está envolvido numa série de projectos - que vão das finanças à agricultura e à extracção de minérios Ele tem um mandado internacional de captura, emitido pelas autoridades francesas em 2000, por não ter comparecido perante um magistrado para responder a acusações de tráfico de armas. Arcadi Gaydamak rejeita as acusações e diz que as evidências apresentadas haviam sido falsificadas. A guerra angolana que terminou em 2002 arruinou as infra-estruturas e a agricultura do segundo maior produtor de petróleo em África. Com 13 milhões de habitantes, Angola depende da ajuda internacional e das importações comerciais para colmatar as suas necessidades alimentares. "Em dois anos, vamos satisfazer todas as necessidades alimentares de Angola. Já estamos a produzir cinco por cento das necessidades na Fazenda Terra Verde. Conseguimos isso em 18 meses", disse o russo. Terra Verde é um projecto piloto de 350 hectares nos arredores de Luanda e em que Gaydamak investiu 30 milhões de dólares. A fazenda produz frutas e vegetais - incluindo pimentos, melões, tomates e batatas - e frangos e ovos para consumo local. Planos para exportações Arcadi Gaydamak está também a produzir milho, em parceria com a empresa estatal angolana, Simportex - um projecto com um investimento inicial de 120 milhões de dólares. "Com a Simportex vamos produzir produtos básicos, especialmente frangos", disse. Segundo ele, Angola dispende anualmente 25 milhões de dólares com a importação de frangos congelados do Brasil - um montante que poderia ser investido na criação de um aviário e de postos de trabalho locais. Com outros investidores privados, Gaydamak está também a investir na produção de laranjas e uvas para exportação para a Europa. O multimilionário russo acredita que os seus projectos, por si só, podem alimentar Angola e começar a exportar dentro de 24 meses. O governo angolano diz que outros investidores privados, bem como agências estatais, estão igualmente a trabalhar na revitalização da agricultura por forma a garantir a segurança alimentar. |
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