Pacientes com ebola sem força para ficar de pé são barrados em hospital

O sistema médico da Libéria está à beira do colapso devido o surto do ebola, e pacientes contaminados estão sendo barrados em hospitais sem leitos disponíveis.

Em um centro médico, pessoas infectadas, sem forças nem para ficar de pé, deitam no chão diante do portão à espera de atendimento, numa cena que se repete pelo país.

A Libéria é o país mais atingido pelo surto do ebola que já matou mais de 2,2 mil pessoas na África Ocidental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que milhares de outros casos poderão ser registrados no país.

Pacientes na Libéria (BBC)
Legenda da foto, Sem forças para ficarem de pé, pacientes esperam no chão serem atendidos na Libéria

O ministro da Defesa, Brownie Samukai, disse que o vírus "se espalha como fogo" e que o sistema de saúde está sobrecarregado.

"A Libéria está enfrentando uma ameaça séria à sua existência nacional. O mortal vírus do ebola tem prejudicado o funcionamento normal do nosso Estado", disse ele ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo ele, o ebola está "devorando tudo o que está em seu caminho" na Libéria, e o país não possui infraestrutura, capacidade logística, conhecimento profissional ou recursos ficanceiros para atacar a doença.

A OMS disse que, ao contrário de outros países afetados pelo surto, as medidas para conter o vírus na Libéria não estão tendo o efeito esperado. Os motivos são incertos, mas especialistas dizem que podem incluir as práticas de enterro, que incluem tocar o corpo e realizar uma refeição perto dele.

Com a falta de leitos nos hospitais - especialmente na capital, Monróvia -, muitos pacientes estão voltando para casa, o que também poderia estar contribuindo para a disseminação do vírus.