Supertufão pode ter matado centenas nas Filipinas

A passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas na sexta-feira pode ter deixado centenas de mortos.
Entre as áreas mais afetadas estão a ilha de Leyte e a cidade costeira de Tacloban, no leste do país, onde o número de mortes pode ser muito maior do que o divulgado anteriormente.
As primeiras informações contabilizavam ao menos 120 corpos em Tacloban, mas, de acordo com uma fonte da Cruz Vermelha, mais de mil pessoas podem ter perdido a vida na cidade e outras 200 na província de Samar.
O presidente Benigno Aquino disse temer que haja muito mais vítimas.
O secretário de Defesa Voltaire Gazmin afirmou que há desordem social: “Todos os sistemas caíram. Não há energia elétrica nem água. As pessoas estão desesperadas e estão fazendo saques.
Segundo a Central do Tempo da BBC, o tufão deve atingir Hanoi, no Vietnã na tarde de segunda-feira. Mas, ele deve chegar com menos intensidade ao país. Apesar disso, milheres de pessoas estão sendo levadas para abrigos.
O supertufão foi um dos mais violentos já registrados em terra firme. O Haiyan poupou a capital Manila, mas causou muita destruição nas ilhas de Samar, Leyte e na cidade de Cebu, a segunda maior do país, destruindo casas e prédios inteiros, provocando inundações, deslizamentos de terra e corte de energia.
Tacloban
Em entrevista à agência Reuters, o secretário-geral da Cruz Vermelha nas Filipinas, Gwendolyn Pang, disse que a equipe da agência deslocada para Tacloban teria visto mais de mil corpos boiando.
Vídeos gravados por moradores mostram Tacloban engolida por um forte temporal.
Sandy Torotoro, morador da cidade, contou à agência Associated Press ter sido levado pela água que invadiu sua casa.
"Enquanto éramos arrastados, vimos muitas pessoas boiando e gritando por ajuda. Mas o que podíamos fazer? Também precisávamos de socorro," disse ele.
Após aterrissar em Tacloban, o secretário do Interior das Filipinas, Max Roxas, disse que não tinha palavras para descrever a devastação.
"É realmente horrível. Uma grande tragédia humana", disse.
O aeroporto da cidade ficou parcialmente destruído e apenas voos militares têm a permissão para operar, segundo o correspondente da BBC em Manila, Jon Donnison.
O diretor do aeroporto, Efren Nagrama, comparou a passagem do tufão a um tsunami.
"Escapei pela janela, me agarrei a um poste por cerca de uma hora enquanto o aerorporto era varrido pela chuva, vento e água do mar. Alguns de meus funcionários sobreviveram agarrados em árvores."
O tufão atingiu o país na manhã de sexta-feira, com fortes temporais e ventos de até 379km/h.
Centenas de milhares de pessoas foram evacuadas, tendo sido transferidas para abrigos temporários. Mas muitas não conseguiram escapar a tempo.
Muitas das cidades atingidas pelo tufão tentavam se recuperar de um terremoto, de 7,3 graus que atingiu as Filipinas no mês passado, deixando centenas de mortos e milhares de desabrigados.
Na ilha de Bohol, também atingida pelo tufão, cinco mil pessoas ainda estão desabrigadas em consequência do tremor de outubro.