'Sexta-feira da ira' deixa dezenas de mortos no Egito
Dezenas de pessoas morreram nesta "sexta-feira da ira" no Egito, em que manifestantes saíram às ruas em reação à repressão ao protesto antigoverno dois dias antes.
Às 638 mortes na quarta-feira se somam ao menos outras 60 nesta sexta.
No centro do Cairo, uma mesquita foi transformada em uma funerária improvisada, onde foram identificados e velados dezenas de mortos.
As manifestações foram convocadas por simpatizantes da Irmandade Muçulmana, que pede a volta ao poder de Mohammed Morsi, presidente islamita democraticamente eleito, mas derrubado por um golpe militar.

Muitas das críticas das ruas são dirigidas ao general Abdul Fattah al-Sisi, chefe das Forças Armadas, que comandam o país em caráter interino.
Em contrapartida, o governo acusa os islâmicos de atos de terrorismo.
Os conflitos evidenciam a forte polarização em curso no Egito. De um lado, islâmicos tentam mostrar sua força e contam com apoio de grande parte da população.
Mas a outra metade do Egito teme o avanço islâmico que se esboçou na política egípcia.
O dia de ira se estendeu a outras cidades egípcias, como Alexandria, mostrando que as tensões no país ainda estão longe de terminar.