Aral: as imagens impressionantes do mar que virou deserto

Região, que está próxima a Uzbequistão, Cazaquistão e Turcomenistão, já teve quarto maior lago de água salgada do mundo.

A necrópole (cemitério) de Mizdakhan, perto de Nukus
Legenda da foto, 1. A necrópole (cemitério, do grego 'necropolis') de Mizdakhan, perto de Nukus: um lugar sagrado de peregrinação provavelmente do século 4 a.C. O local era utilizado como cemitério pelos seguidores do Zoroastrismo, uma milenar religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra. Mais tarde, práticas islâmicas para enterrar os mortos foram adotadas em Mizdakhan. De qualquer forma, a influência do Zoroastrismo continuou com as orações feitas por mulheres em busca de fertilidade.
Tumba da necrópole de Mizdakhan
Legenda da foto, 2. Tumba da necrópole de Mizdakhan: os túmulos dos 'karakalpakes' - povo muçulmano sunita que vive à beira do mar de Aral - são deixados descobertos. A prática tem relação com o Zoroastrismo, que costumavam deixar os mortos expostos no cemitério.
O pescador de Sudochie
Legenda da foto, 3. O pescador de Sudochie: antes de chegar ao mar de Aral, é preciso passar pelo lago Sudochie, onde existe uma desolada vila de pescadores chamada Urga. Ainda que o local seja extremamente isolado, alguns pescadores continuam a viver no local. No inverno eles precisam retirar gelo do lago congelado para colocar numa especie de caverna cavada num morro. Ali dentro, eles estocam o peixe para ser consumido mais tarde.
Cemitério russo de Urga
Legenda da foto, 4. Cemitério russo da vila de Urga: o local já foi exílio para os russos ortodoxos - também chamados de "antigos crentes" - durante a União Soviética. O cemitério ainda existe e fica bem perto do lago Sudochie.
Maré de Aral
Legenda da foto, 5. Maré de Aral: a guia que acompanhou a fotógrafa Catriona Gray nasceu e cresceu nessa região do Uzbequistão chamada Karakalpakstan. Ela se sente orgulhosa do lugar de onde vem e faz questão de ressaltar a beleza da região, que para ela não tem apenas problemas socioambientais. Sua alegria é visível quando brinca com a lama do mar.
De frente para o mar de Aral
Legenda da foto, 6. De frente para o mar de Aral: depois de acampar numa área rochosa, Catriona acordou bem cedo para encontrar o sol atrás da espessa nuvem, com o mar quase invisível no horizonte. Os morros e rochas ao redor têm cor esverdeada de pistache, provavelmente causada por organismos minerais naturais da região.
Terra seca
Legenda da foto, 7. Terra seca: apenas a vegetação mais resistente cresce nesse solo, que já foi o fundo do mar de Aral. O chão seco é composto por barro e sal.
Cemitério do planalto de Ustyurt, no Cazaquistão
Legenda da foto, 8. Cemitério do planalto de Ustyurt, no Cazaquistão: durante o período da fome nos anos de 1930, a população do Cazaquistão cruzou o planalto de Ustyurt para entrar no Uzbequistão. Diversos túmulos daqueles que não sobreviveram à jornada podem ser encontrados pelo caminho.
Cânions do planalto Ustyurt
Legenda da foto, 9. Cânions do planalto Ustyurt: na área de fronteira do planalto, existiam falésias à beira do mar de Aral. Quando o mar secou, esses rochedos despencaram, criando esses espetaculares cânions.
Aralkum
Legenda da foto, 10. Aralkum: a foto foi tirada por Catriona depois de dirigir 150 km em meio à nova formação desértica da região de Aralkum, onde já foi o fundo do mar de Aral. A crosta de sal cobre quase tudo. O ar é úmido e salgado e a poeira cria uma camada grossa por cima de tudo.
Talismã de proteção
Legenda da foto, 11. Talismã de proteção: Na vila de Uch-sai, muitas casas têm estes artefatos pendurados do lado de fora. Eles seriam um tipo de "olho do demônio" ou uma proteção contra espíritos maus. Pimentas coloridas e objetos em garrafas são geralmente utilizados.
Barco atolado de Moynaq
Legenda da foto, 12. Barco "atolado" em Moynap: um dos muitos barcos enferrujados que estão atolados na areia do que já foi um movimentado porto. Todas as fotos são de Catriona Gray.