Direto dos EUA: Guantánamo, de Bush a Obama

A greve de fome de cerca de cem prisioneiros na base militar de Guantánamo coincidiu com a abertura de um museu em homenagem ao ex-presidente americano George W. Bush, que implementou a política de levar para o local os detentos da chamada guerra ao terror.

Sob pressão, o sucessor de Bush, Barack Obama, se viu obrigado a retornar a uma promessa de campanha feita em 2008 e nunca cumprida - a de fechar a detenção.

Nesta semana, Obama sinalizou que fará o que estiver ao seu alcance para pelo menos esvaziar a base militar, localizada em Cuba, e voltou a criticar o Congresso por recusar a autorização de transferência de uma parte dos detentos para solo americano.

No entanto, para entidades de direitos humanos, fechar Guantánamo não põe fim às "aberrações jurídicas" que a prisão representa. O comentário é do correspondente da BBC Brasil em Washington, Pablo Uchoa.