A fotógrafa americana Alison Scarpulla adota técnicas incomuns em seus trabalhos, usando substâncias como vinho e ácido para revelar fotografias.
Segundo Scarpulla, o resultado do processo mostra a busca permanente pela libertação dos padrões e das regras que muitas vezes engessam o trabalho do artista.
Ela diz ainda que suas imagens têm um componente onírico e visam a "romper as barreiras da realidade".
Ao brincar com o que é ou não é real, Scarpulla tenta explorar sua relação com o ambiente à sua volta, bem como sua percepção da trivialidade. Na prática, ao mesmo tempo em que convida o espectador a refletir, a fotógrafa também se propõe a fazer uma espécie de viagem existencial sobre si mesma.
"Eu descobri que, ao explorar com mais profundidade o ambiente que me cerca, algo de sagrado poderia acontecer comigo e com a natureza - e isso é o que eu sempre quis que as pessoas sentissem", afirma.
Em entrevista à BBC Brasil, a fotógrafa, que não revela os detalhes do seu processo de criação, diz que as fotos são "pinturas" e, como tais, merecem ser analisadas segundo diferentes pontos de vista.
"Criamos mundos através de nossos pensamentos", diz. "Tudo o que achamos que é realidade é uma simples percepção", filosofa.
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