Bangladesh se defende por ter recusado ajuda externa após desabamento
O governo de Bangladesh defendeu nesta segunda-feira sua decisão de rejeitar a oferta de ajuda estrangeira nos esforços de resgate em um edifício que desabou, deixando ao menos 382 mortos.
O ministro do Interior, Muhiuddin Khan Alamgir, disse à BBC que as autoridades do país estão confiantes em sua habilidade em lidar com a crise e elogiou o serviço de resgate.
Acredita-se que muitas pessoas ainda estejam presas nos escombros do edifício, mas suas chances de serem encontradas com vida são mínimas. A maioria das vítimas são trabalhadores fabris, e os donos do edifício são acusados de negligência em sua construção.
Khan Alamgir, por sua vez, citou que quase 2.430 pessoas, de um total de 3 mil, conseguiram sair com vida da tragédia. Isso, disse ele, "é melhor do que a média internacional em casos assim".
"Fizemos um bom trabalho e estou orgulhoso do meu pessoal - bombeiros, militares, polícia e voluntários que ajudaram."
O analista da BBC Mark Doyle aponta que é raro que países - mesmo os desenvolvidos - rejeitem ajuda internacional em casos de desastres.
O desabamento provocou uma onda de protestos em Bangladesh e evidenciou as más condições de parte dos trabalhadores do país, muitos deles empregados para produzir produtos baratos exportados ao Ocidente.








