Uma empresa francesa acusada de vender carne de cavalo como se fosse bovina poderá voltar a produzir alguns tipos de alimentos, depois de o governo da França suspender parcialmente a suspensão às suas atividades.
A empresa Spanghero está sob os holofotes desde que inspeções na União Europeia identificaram alimentos com carne de cavalo, no lugar da carne bovina anunciada neles.
Na semana passada, o governo francês suspendeu a licença da Spanghero, acusando-a de saber que estava vendendo produtos com carne equina. A empresa nega a acusação.
Nesta segunda, o governo aliviou a suspensão, permitindo que a empresa produza carne moída, salsichas e carne pronta para comer, mas não congelada. A justificativa governamental é de que os trabalhadores da empresa não devem ser penalizados.
A crise da carne de cavalo atinge toda a União Europeia, e há temores de que a carne irregular contenha hormônios não recomendados ao consumo humano. Autoridades do bloco prometem testes de DNA "imediatos" para identificar irregularidades.
Investigações preliminares dão conta de que a adulteração em produtos anunciados como bovinos seria parte de uma grande organização criminosa continental.