A Igreja Católica da Venezuela disse nesta segunda-feira que seria "moralmente inaceitável" ignorar a Constituição do país para permitir que o presidente Hugo Chávez permaneça no poder caso não possa comparecer a sua posse, em 10 de janeiro.
O líder da Conferência Episcopal do país, Diego Padrón, disse que a Constituição é clara ao determinar que o presidente deva comparecer à posse, "ou a eleição (realizada em) 7 de outubro não terá tido sentido".
"Não é nossa função intervir publicamente, mas neste caso o bem do país e a defesa da ética está a perigo. Alterar a Constituição para um objetivo político é moralmente inaceitável", afirmou, criticando também a falta de notícias a respeito do estado de saúde de Chávez.
O presidente, que foi reeleito para um quarto mandato, está em Cuba se recuperando de uma quarta cirurgia contra um câncer, e seu estado de saúde é tido como debilitado por conta de uma infecção pulmonar.
A procuradora-geral da Venezuela, Cilia Flores, afirmou que a posse do presidente pode ocorrer em uma data posterior. "Chávez é um presidente reeleito, não um candidato eleito", disse ela.
E o vice-presidente, Nicolás Maduro, afirmou que a posse é uma mera "formalidade", já que Chávez pode ser juramentado pela Corte Suprema mais tarde.
Já a oposição afirma que novas eleições devem ser convocadas em 30 dias caso Chávez não possa assumir.