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FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 1,8% em 2009
Prédio do FMI
Em novembro, FMI previa expansão da economia global em 2,2%
A economia do Brasil poderá crescer somente 1,8% em 2009, segundo previsão divulgada nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

A nova previsão significa uma revisão para baixo em relação à previsão feita em novembro pelo FMI, de um crescimento de 3% para o Brasil neste ano.

O relatório do fundo prevê ainda um crescimento mundial de 0,5% em 2009, no nível mais baixo desde a Segunda Guerra Mundial.

Em novembro, o FMI havia previsto um crescimento global de 2,2% em 2009.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a entidade explica a revisão argumentando que as dificuldades financeiras no mundo continuam agudas, apesar das várias políticas de incentivo adotadas recentemente em vários países, e que isso está atrapalhando a economia.

"Uma recuperação econômica sustentável não será possível até que a funcionalidade do setor financeiro seja restaurada e o mercado de crédito seja desobstruído", diz o documento.

Recuperação

Ainda assim, o FMI prevê que a economia mundial deve passar por uma recuperação gradual em 2010, com crescimento máximo projetado para 3%.

"Entretanto, este panorama ainda é bastante incerto, e o ritmo da recuperação vai depender de ações políticas fortes", diz o relatório.

O documento ressalta também que o PIB nas economias dos países ricos deve cair em 2% em 2009.

Mas o FMI afirma que se forem tomadas mais medidas para ajudar a normalizar o mercado financeiro nestes países, pode haver uma recuperação no fim do ano e em 2010.

Já o crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento deve se desacelerar, caindo de 6,3% em 2008 para uma previsão de 3,3% em 2009.

Os motivos para isso são a queda na demanda de exportações, o menor preço das commodities e a diminuição dos financiamentos externos.

No caso da China, o crescimento este ano deve ser praticamente a metade do registrado em 2007.

Inflação

O relatório do FMI lembra ainda que a queda nas atividades financeiras e no preço das commodities derrubou as pressões inflacionárias em todo o mundo.

Nos países emergentes e em desenvolvimento, a inflação deve cair para uma média de 5,75% em 2009 e 5% em 2010 - no ano passado ela era de 9,5%.

Nas nações desenvolvidas, a inflação deve atingir uma baixa recorde de 0,25% este ano, antes de subir para 0,75% em 2010. Em 2008, foi de 3,5%.

Mais ajuda

Em entrevista exclusiva à BBC na semana passada, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, já havia falado na revisão para baixo da previsão de crescimento.

Ele não descartou que mais países venham a precisar da ajuda do fundo, inclusive na Europa, e afirmou que o FMI poderá precisar de mais dinheiro, caso a crise siga no mesmo ritmo pelos próximos meses.

Mas Strauss-Kahn parece convencido de que o mundo vai se recuperar da crise. “Não sei quanto tempo vai levar, nem quanto vai custar, mas o mundo vai se recuperar desta crise.”

O diretor-gerente do FMI disse ainda que a crise é resultado de um sistema de regulação financeira que não funcionou.

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