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Grupo dos 30 propõe mais transparência ao mercado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chamado Grupo dos 30, uma organização privada e sem fins lucrativos que reúne acadêmicos e ex-ministros de Finanças de várias partes do mundo, divulgou nesta quinta-feira um relatório em que propõe, entre outras medidas, que os participantes do mercado de capitais sigam certos padrões de transparência para ajudar a estabilizar o sistema financeiro mundial. O grupo é liderado por Paul A. Volcker, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e futuro presidente do Conselho de Recuperação Econômica Presidencial do governo de Barack Obama. Intitulado "Reforma Financeira - Um Sistema para Estabilização Financeira", o relatório propõe que os agentes do mercado de capitais, inclusive fundos de hedge e equity, sigam padrões de transparência principalmente em relação a liquidez, práticas de gerenciamento de risco e capital. Entre as 18 reformas propostas, o relatório recomenda um reforço na estabilidade das grandes instituições financeiras que servem às necessidades de indivíduos, empresas e governos e que são, em grande parte, responsáveis por manter a estrutura do mercado. O Grupo dos 30 também sugere a reforma de práticas das agências de classificação de crédito, procedimentos para compensação e liquidação de derivativos, além de abordagens para padrões comuns de contabilidade internacional e o tratamento de "valor justo". O documento também aponta a necessidade de haver uma coordenação e cooperação internacional mais eficaz. As propostas de reforma, segundo o grupo, poderiam ajudar o sistema financeiro a evitar uma nova crise de grandes proporções, como a atual. Sistema falido "A arraigada crise financeira tem demonstrado que o sistema financeiro está falido e precisa de uma ampla reforma", disse Volcker, um dos autores do relatório. O documento foi escrito a seis mãos por Volcker, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, e Tommaso Padoa-Schioppa, ex-ministro das Finanças da Itália. "O relatório é uma longa lista de considerações e recomendações na linha de se construir um mundo mais estável", avalia Fraga. De acordo com o brasileiro, que atualmente é o sócio do fundo Gávea Investimentos, o setor financeiro no Brasil, "apesar de estar hoje bastante bem, não pode se descuidar". "Daqui a dez anos, nós podemos ter um problema como já tivemos no passado", diz Fraga, que lembra que o Brasil passou por crises bancárias depois da estabilização financeira. "Vários bancos importantes acabaram quebrando – vários bancos públicos e vários bancos privados", acrescenta. "Às vezes, a gente se esquece, mas o que está dito aqui neste relatório é um roteiro para se ir pensando ao longo do tempo." Fraga também ressaltou que o sistema financeiro "não deixa de ser uma espécie de alvo móvel". "Ele não fica parado", avalia. "O governo toma uma medida, o sistema responde ele tenta achar uma saída, uma forma diferente de fazer as coisas. O trabalho do regulador é permanente, ele não pode descansar." | NOTÍCIAS RELACIONADAS Para 'Economist', crise deixa Lula na defensiva em 200909 janeiro, 2009 | BBC Report Brasil está 'bem colocado' para enfrentar crise, diz 'FT'08 janeiro, 2009 | BBC Report Brics vão impulsionar crescimento por 3 anos, diz criador do termo06 janeiro, 2009 | BBC Report Mercado brasileiro foi o 'menos pior' dos Bric em 200831 dezembro, 2008 | BBC Report Lula incentiva consumo para estimular a economia23 dezembro, 2008 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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