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Atualizado às: 13 de janeiro, 2009 - 00h57 GMT (22h57 Brasília)
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Secretário-geral da ONU apela por trégua na Faixa de Gaza
Faixa de Gaza nesta segunda-feira
A Faixa de Gaza vem sendo bombardeada há 17 dias
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Bank Ki-moon, fez um apelo para que Israel e o movimento palestino, Hamas, suspendam os combates na Faixa de Gaza imediatamente.

"Minha mensagem é simples, direta e precisa: os combates têm que parar", disse o diplomata na sede da ONU, em Nova York, na véspera de sua partida para um giro pelo Oriente Médio, nesta terça-feira.

"Em Gaza, as próprias bases da sociedade estão sendo destruídas: as casas das pessoas, a infra-estrutura civil, as instalações de saúde pública e escolas", afirmou.

O secretário-geral da ONU deve se reunir com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, o rei Abdullah da Jordânia, o presidente da Síria, Bashar al Assad, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que está em Ramallah, na Cisjordânia. Seu objetivo é ajudar a mediar um cessar-fogo e garantir a entrega de ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.

Segundo funcionários da ONU, o secretário-geral não vai conversar com representantes do Hamas e não tem certeza se irá a Gaza, disse a correspondente da BBC em Nova York, Laura Trevelyan.

Avanço

O apelo de Ban Ki-moon é feito em um momento em que forças e tanques israelenses avançam em direção a áreas mais povoadas na Faixa de Gaza, onde bombardeios prosseguiram pelo 17º dia consecutivo.

Quase 30 foguetes ou morteiros foram lançados em território israelense de posições na Faixa de Gaza na segunda-feira.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que os militantes palestinos vão continuar sentindo "a mão de ferro" de Israel enquanto o Hamas continuar lançando foguetes contra o território israelense.

Mas o líder do Hamas, Ismail Haniya, disse que seu grupo está "se aproximando da vitória".

Fontes médicas palestinas dizem que desde o início da ofensiva, no dia 27 de dezembro, 910 pessoas foram mortas no conflito na Faixa de Gaza - dentre elas, 292 crianças e 75 mulheres.

As autoridades israelenses afirmam que 13 israelenses - inclusive três civis - foram mortos.

Israel está impedindo a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, o que torna impossível a confirmação independente do número de vítimas do conflito.

Ataque total

Alguns reservistas convocados pelo Exército israelense estão em ação em solo, mas Israel negou que esteja levando a ofensiva para uma terceira fase, que seria um ataque total à Cidade de Gaza e outras cidades.

Os reservistas estariam garantindo a segurança das regiões já conquistadas por Israel no combates.

Os militares israelenses afirmam que milhares de reservistas ainda estão em treinamento e não foram destacados para atuar.

Os ataques aéreos israelenses continuaram nesta segunda-feira contra “25 alvos” pela Faixa de Gaza, segundo informações do Exército.

Os militares também confirmaram ter realizado 12 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta segunda-feira - até agora, a média de ataques diários variava entre 30 e 60.

Há também informações de combates violentos ao redor da Cidade de Gaza depois da trégua de três horas de duração para permitir a entrada de ajuda humanitária na região.

Com a continuação do conflito, um porta-voz da organização de ajuda humanitária Save the Children afirmou que seus agentes não estão conseguindo trabalhar na Faixa de Gaza.

“Nós precisamos que a violência páre. Nós precisamos que os ataques parem. Só quando isso acontecer é que nós poderemos operar”, disse Benedict Dempsey.

As agências de ajuda humanitária afirmam que a população da Faixa de Gaza - 1,5 milhão de habitantes - necessita urgentemente de alimentos e auxílio médico.

Tanto Israel quanto o Hamas rejeitaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada na semana passada, que pede um cessar-fogo imediato.

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