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Atualizado às: 13 de janeiro, 2009 - 10h45 GMT (08h45 Brasília)
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China registra queda recorde nas exportações

Funcionária do setor têxtil China (arquivo)
A crise econômica mundial atingiu o crescimento da China
As exportações chinesas em dezembro caíram 2,8%, registrando uma queda recorde, segundo dados divulgados pela autoridade alfandegária chinesa nesta terça-feira.

Esta é a maior queda dos últimos dez anos e a primeira vez no mesmo período que a China observa recuo nas exportações por dois meses consecutivos, informou nesta terça-feira o jornal estatal China Daily.

A queda em comparação a dezembro do ano anterior acompanha a tendência de retração já registrada em novembro.

Em novembro passado as vendas ao exterior caíram 2,2%, traduzindo em estatística a expectativa de que a escassez de crédito no ocidente resultaria em retração do consumo.

O total de vendas ao exterior registrado em dezembro foi de US$ 111,2 bilhões. Em novembro esse total foi de US$ 114,9 bilhões.

Resfriamento

Os números divulgados nesta terça-feira pela autoridade alfandegária chinesa refletem o esfriamento no comércio como um todo, pois as importações também recuaram.

Em dezembro passado as compras do exterior totalizaram US$ 72,2 bilhões, caindo 21,3% em relação a dezembro de 2007. Novembro já tinha registrado baixa de 17,9% com US$ 74,9 bilhões.

A redução nas exportações observada em novembro havia sido a primeira em sete anos.

A China, no entanto, ainda está melhor posicionada do que outras economias asiáticas, pois as exportações representam menos de 30% Produto Interno Bruto (PIB).

Protestos

Muitas fábricas exportadoras já fecharam as portas demitindo centenas de milhares de trabalhadores que migraram do campo para os centros urbanos em busca de trabalho - e que recentemente têm organizado pequenos protestos.

Esses desempregados não têm perspectiva de vida nas cidades e rumam agora para o interior para comemorar a virada do Ano Novo Chinês, que ocorrerá no fim de janeiro.

Autoridades comunistas temem pela estabilidade social às vésperas do maior feriadão nacional e em algumas províncias tem dado incentivos e crédito para que as fábricas não fechem e paguem salário e benefícios aos trabalhadores.

No entanto a perspectiva não é otimista. Segundo Su Chang, analista do China Economic Business Monitor entrevistada pelo China Daily, o primeiro semestre de 2009 testemunhará um desaquecimento em vários indicadores econômicos.

As exportações da China deverão ter "praticamente zero" de crescimento entre janeiro e março e possivelmente sofrerão "uma queda de 6%" entre abril e junho, disse Su.

A estimativa de crescimento do PIB da China para 2009 feita pelo Banco Mundial é de 7,5%, mas o governo comunista reluta em aceitar este número, pois necessita de pelo menos 8% de crescimento ao ano para garantir que o nível de desemprego do país não extrapole os atuais 4%.

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