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Israel envia reservistas para a Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército de Israel confirmou ter realizado 12 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta segunda-feira, no 17º dia desde o início da ofensiva militar - até agora, a média de ataques diários variava entre 30 e 60. O país também enviou unidades de reservistas para o território palestino, mas negou que isso signifique uma intensificação da ofensiva. Há relatos de que pelo menos um foguete foi lançado contra Israel a partir de Gaza no início da manhã. Ainda nesta segunda-feira, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, agora enviado especial do chamado Quarteto (grupo formado por Rússia, União Européia, ONU e Estados Unidos para negociações de paz no Oriente Médio), chega ao Cairo para uma rodada de conversas com representantes egípcios, israelenses e palestinos. Vítimas Autoridades dos serviços de saúde palestinos afirmam que quase 900 pessoas foram mortas desde que a ofensiva começou, em 27 de dezembro. Um jornalista da BBC que trabalha em Gaza disse nesta segunda-feira que o suprimento de alimentos e remédios está cada vez mais baixo e que a população está com medo de sair às ruas. Dois médicos noruegueses que estão atuando no Hospital de Al-Shifa, o principal do território palestino, afirmaram à BBC que os pacientes estão morrendo porque faltam especialistas e equipamentos básicos. Além disso, por causa dos freqüentes cortes na eletricidade, muitas cirurgias estão sendo conduzidas à luz de lanternas. Segundo eles, metade dos pacientes são civis, inclusive crianças pequenas com ferimentos provocados por projéteis e destroços de explosões. Os médicos disseram ainda que 12 funcionários dos serviços de saúde foram mortos em serviço, quando suas ambulâncias foram atingidas por bombardeios apesar de estarem claramente identificadas. Objetivos Do lado israelense, segundo as autoridades, pelo menos 13 pessoas morreram desde o início da ofensiva. Nesta segunda-feira, o porta-voz do governo Mark Regev disse à BBC que o Exército vai manter a pressão sobre o grupo palestino Hamas. "Acreditamos que nossa pressão está sendo eficiente em destruir o aparato militar do grupo", afirmou. Segundo o Exército israelense, alguns reservistas convocados estão sendo usados para renovar as tropas que já estão atuando em Gaza, mas que isso não significa uma escalada da ofensiva. No domingo, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que o país está se aproximando dos objetivos da sua campanha militar na Faixa de Gaza e deu sinais de que ela deve continuar. "Este é o momento de transformar as conquistas nos objetivos que nos impusemos", afirmou Olmert. "Israel está se aproximando dos objetivos que se impôs, mas ainda são necessários mais paciência, determinação e esforço." |
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