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Atualizado às: 12 de janeiro, 2009 - 20h55 GMT (18h55 Brasília)
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Exército israelense avança em áreas urbanas de Gaza
Tropas israelenses entram na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (Getty Images)
Reservistas convocados pelo Exército estão em ação em solo
Forças israelenses estão avançando lentamente sobre algumas das áreas mais populosas da Faixa de Gaza, enquanto os ataques aéreos e terrestres contra alvos do grupo militante palestino Hamas continuam.

Alguns reservistas convocados pelo Exército estão em ação em solo, mas Israel negou que esteja levando a ofensiva para uma terceira fase, que seria um ataque total à Cidade de Gaza e outras cidades.

Os reservistas estariam garantindo a segurança das regiões já conquistadas por Israel no combates.

Os militares israelenses afirmam que milhares de reservistas ainda estão em treinamento e não foram destacados para atuar.

A porta-voz do Exército, Avital Leibovich, afirmou que os soldados continuam o avanço em áreas urbanas.

Os ataques aéreos israelenses continuaram nesta segunda-feira contra “25 alvos” pela Faixa de Gaza, segundo informações do Exército.

Os militares também confirmaram ter realizado 12 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta segunda-feira - até agora, a média de ataques diários variava entre 30 e 60.

Informações dão conta de que 30 foguetes palestinos foram lançados contra Israel desde a Faixa de Gaza nesta segunda-feira. Não há informações sobre mortos.

Há também informações de combates violentos ao redor da Cidade de Gaza depois da trégua de três horas de duração para permitir a entrada de ajuda humanitária na região.

Mortos

Fontes em Gaza informam que entre nove e 20 pessoas teriam morrido nos conflitos desta segunda.

Autoridades médicas palestinas calculam que 908 pessoas morreram desde o início da ofensiva em Gaza, em 27 de dezembro. Entre as vítimas, 277 seriam crianças.

Do outro lado do conflito, pelo menos 13 israelenses morreram desde o início da ofensiva.

Israel está impedindo a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, tornando impossível a confirmação independente do número de mortos na região.

Com a continuidade dos conflitos, um porta-voz da organização de ajuda humanitária Save the Children afirmou que seus agentes não estão conseguindo trabalhar na Faixa de Gaza.

“Nós precisamos que a violência pare. Nós precisamos que os ataques parem. Só quando isso acontecer é que nós poderemos operar”, disse Benedict Dempsey.

As agências de auxílio humanitário afirmam que a população de Gaza está necessitando urgentemente de alimentos e auxílio médico.

Avançando

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmou à BBC que a ofensiva debilitou fortemente a máquina militar do Hamas e que Israel está avançando para “o fim do jogo”.

Israel espera que operação diminua o número de foguetes lançados contra o sul de Israel desde a Faixa de Gaza e ajude a diminuir o apoio ao Hamas.

Regev afirmou ainda que os objetivos isralenses são “puramente defensivos”.

“Nós nos recusamos a voltar a uma realidade na qual a população civil israelense é obrigada a conviver com o constante medo de ataques com foguetes do Hamas”, disse.

Tanto Israel quanto o Hamas rejeitaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada na semana passada, que pede um cessar-fogo imediato nos conflitos.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou “que ninguém tem a permissão de decidir por nós se podemos atacar”.

Acordo

Ainda nesta segunda-feira, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, agora enviado especial do chamado Quarteto (grupo formado por Rússia, União Européia, ONU e Estados Unidos para negociações de paz no Oriente Médio), se reuniu com representantes palestinos, israelenses e egípcios no Cairo e disse que existem condições para que se chegue a um acordo de cessar-fogo.

"Tenho esperanças de que possamos finalizar um acordo, mas teremos que trabalhar duro para que ele tenha credibilidade", disse Blair a jornalistas.

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