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Exército israelense avança em áreas urbanas de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças israelenses estão avançando lentamente sobre algumas das áreas mais populosas da Faixa de Gaza, enquanto os ataques aéreos e terrestres contra alvos do grupo militante palestino Hamas continuam. Alguns reservistas convocados pelo Exército estão em ação em solo, mas Israel negou que esteja levando a ofensiva para uma terceira fase, que seria um ataque total à Cidade de Gaza e outras cidades. Os reservistas estariam garantindo a segurança das regiões já conquistadas por Israel no combates. Os militares israelenses afirmam que milhares de reservistas ainda estão em treinamento e não foram destacados para atuar. A porta-voz do Exército, Avital Leibovich, afirmou que os soldados continuam o avanço em áreas urbanas. Os ataques aéreos israelenses continuaram nesta segunda-feira contra “25 alvos” pela Faixa de Gaza, segundo informações do Exército. Os militares também confirmaram ter realizado 12 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta segunda-feira - até agora, a média de ataques diários variava entre 30 e 60. Informações dão conta de que 30 foguetes palestinos foram lançados contra Israel desde a Faixa de Gaza nesta segunda-feira. Não há informações sobre mortos. Há também informações de combates violentos ao redor da Cidade de Gaza depois da trégua de três horas de duração para permitir a entrada de ajuda humanitária na região. Mortos Fontes em Gaza informam que entre nove e 20 pessoas teriam morrido nos conflitos desta segunda. Autoridades médicas palestinas calculam que 908 pessoas morreram desde o início da ofensiva em Gaza, em 27 de dezembro. Entre as vítimas, 277 seriam crianças. Do outro lado do conflito, pelo menos 13 israelenses morreram desde o início da ofensiva. Israel está impedindo a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, tornando impossível a confirmação independente do número de mortos na região. Com a continuidade dos conflitos, um porta-voz da organização de ajuda humanitária Save the Children afirmou que seus agentes não estão conseguindo trabalhar na Faixa de Gaza. “Nós precisamos que a violência pare. Nós precisamos que os ataques parem. Só quando isso acontecer é que nós poderemos operar”, disse Benedict Dempsey. As agências de auxílio humanitário afirmam que a população de Gaza está necessitando urgentemente de alimentos e auxílio médico. Avançando O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmou à BBC que a ofensiva debilitou fortemente a máquina militar do Hamas e que Israel está avançando para “o fim do jogo”. Israel espera que operação diminua o número de foguetes lançados contra o sul de Israel desde a Faixa de Gaza e ajude a diminuir o apoio ao Hamas. Regev afirmou ainda que os objetivos isralenses são “puramente defensivos”. “Nós nos recusamos a voltar a uma realidade na qual a população civil israelense é obrigada a conviver com o constante medo de ataques com foguetes do Hamas”, disse. Tanto Israel quanto o Hamas rejeitaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada na semana passada, que pede um cessar-fogo imediato nos conflitos. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou “que ninguém tem a permissão de decidir por nós se podemos atacar”. Acordo Ainda nesta segunda-feira, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, agora enviado especial do chamado Quarteto (grupo formado por Rússia, União Européia, ONU e Estados Unidos para negociações de paz no Oriente Médio), se reuniu com representantes palestinos, israelenses e egípcios no Cairo e disse que existem condições para que se chegue a um acordo de cessar-fogo. "Tenho esperanças de que possamos finalizar um acordo, mas teremos que trabalhar duro para que ele tenha credibilidade", disse Blair a jornalistas. |
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