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Atualizado às: 12 de janeiro, 2009 - 18h24 GMT (16h24 Brasília)
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Para Amorim, EUA 'sentem pressão' em conflito de Gaza
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em visita à Cisjordânia (AFP)
Amorim defende conferência para discutir paz em Gaza
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira, em Ramallah, na Cisjordânia, que os Estados Unidos “já estão sentindo a pressão” da comunidade internacional no conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas.

Segundo o chanceler, prova disso está no fato de os Estados Unidos não terem usado seu poder veto à resolução do Conselho de Segurança da ONU, que, na semana passada, aprovou um pedido de cessar-fogo imediato nas hostilidades.

“Não é trivial que eles tenham se abstido. Não votaram a favor, mas também não vetaram. E se eles se abstiveram, é porque estão começando a sentir a pressão da opinião pública para que esses ataques cessem imediatamente”, disse Amorim.

O chanceler brasileiro informou ainda que vai incluir mais um país em seu roteiro de viagens pelo Oriente Médio: nesta terça-feira ele segue para o Cairo, onde pretende se encontrar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak. O Egito faz parte do grupo de países que vem intermediando um acordo de paz.

“Existe uma iniciativa do Egito que deve ser apoiada. Agora, se outros países devem ser trazidos também, para ajudar na concretização das condições, é algo que também precisa ser examinado”, disse Amorim.

Conferência

Desde domingo, o ministro já esteve na Síria, em Israel e na Cisjordânia. Ainda nesta segunda-feira ele segue para a Jordânia, de onde acompanha a saída de 14 toneladas de alimentos e remédios doados pelo governo brasileiro à Faixa de Gaza.

Uma das missões do ministro é apresentar às autoridades da região a idéia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma conferência para discutir a paz na região, com a presença “de quem se interessar”.

De acordo Amorim, a prioridade dos interlocutores com quem tem conversado é de garantir que a resolução da ONU seja implementada. “A partir daí, pensaríamos numa conferencia ou numa cúpula”, diz.

A idéia do presidente Lula que vem sendo defendida por Amorim é de que esse encontro diplomático seja realizado, mesmo que a resolução não seja adotada.

“Se não for possível implementar a resolução, também seria importante uma conferência. É muito grave que você tenha uma resolução do Conselho que não seja implementada. Essa foi nossa mensagem”, disse o ministro.

Amorim também definiu sua viagem ao Oriente Médio como “um sinal de solidariedade ao povo palestino, que é quem mais está sofrendo”.

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