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Lula quer reunião de emergência para discutir Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que pediu ao chanceler Celso Amorim que entre em contato com o governo da França, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia, a fim de realizar uma reunião de emergência para discutir a situação na Faixa de Gaza. De acordo com o Itamaraty, Amorim ligou também para o chanceler do Egito e para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Nas conversas, o ministro teria destacado a importância de que haja um cessar-fogo em Gaza e apresentado a proposta do Brasil de uma reunião de nível ministerial sobre o processo de paz no Oriente Médio. Participando de um evento em Recife, Lula prometeu um esforço do seu governo para mobilizar outras nações a fim de frear a violência em Gaza, que desde sábado é alvo de bombardeios de aviões israelenses. "Nós do Brasil vamos trabalhar para fazer um esforço grande junto aos outros países, para ver se a gente encontra um jeito daquele povo parar de se matar, de se violentar, porque também não pode apenas os Estados Unidos ficar negociando, porque já provou que não dá certo", disse o presidente. Lula também criticou a forma como, nos últimos anos, a ONU (Organização das Nações Unidos) tem tentado estabilizar a região e responsabilizou os Estados Unidos pela aparente ineficiência da entidade nesse sentido. "O que está provado é que a ONU não tem coragem de tomar uma decisão e colocar paz naquilo lá", afirmou o presidente. "E não tem coragem porque os Estados Unidos têm o poder de veto, portanto, as coisas não acontecem." Palmas pela paz Durante o evento, o presidente pediu palmas dos presentes em favor da paz no Oriente Médio e fez um apelo a Israel e palestinos para que encontrem a "paz definitiva". Lula também lembrou que eleições serão realizadas em Israel em 2009 e levantou a possibilidade de que isso esteja influenciando a decisão de levar a cabo a ofensiva em Gaza. "Tem eleições no próximo ano e temo que a pessoa com a pesquisa na mão, achando que deve atacar, faça o que o presidente Bush fez na guerra do Iraque", afirmou. "Ele tinha a pesquisa de que os americanos eram favoráveis e fez a guerra para ganhar a eleição no segundo mandato." Em uma nota divulgada na segunda-feira, o Itamaraty afirmou que o governo brasileiro "deplora a continuidade das ações desproporcionais do governo de Israel na região da Faixa de Gaza". "O Brasil exorta ambas as partes a cessarem, de forma imediata, os atos de hostilidade mútua", acrescenta o comunicado. O Itamaraty também ressalta que "o governo brasileiro endossa o apelo feito pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 28 de dezembro, em favor de uma solução politicamente negociada para o conflito israelo-palestino". "A adoção de uma trégua permitirá restabelecer o fornecimento de ajuda humanitária e médica à Faixa de Gaza e evitará o agravamento da crise na região", conclui a nota. |
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