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Atualizado às: 12 de dezembro, 2008 - 07h21 GMT (05h21 Brasília)
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Para 'Economist', corte de juros pode não servir para emergentes
Real
Emergentes devem se preocupar com estabilidade monetária
Em sua edição mais recente, a revista britânica The Economist afirma que medidas anticíclicas, como cortes de juros e aumento de gastos do governo, podem não ser as melhores políticas a serem adotadas por economias emergentes para frear os efeitos da crise.

No artigo intitulado Can emerging economies now afford counter-cyclical policies? (Podem as economias emergentes adotar políticas anticíclicas, em tradução livre), a publicação afirma que as medidas anticíclicas - ações normalmente adotadas por governos para minimizar efeitos de "ciclos econômicos", nesse caso com a crise global financeira - podem ser enganosas para os emergentes.

“Diferente dos Estados Unidos, onde a taxa de juros pode cair e o déficit orçamentário aumentar sem maiores calamidades, os mercados emergentes sempre tiveram que se preocupar com a perda de confiança dos investidores e o colapso de suas moedas”.

Ainda comparando as economias emergentes com os EUA, a revista afirma que quando o Federal Reserve (o banco central americano) planeja as taxas de juros, se preocupa com a inflação e o crescimento, e não com a estabilidade do dólar.

“Já os políticos de economias emergentes não podem se dar a esse luxo. Nesses países, que são suscetíveis a inflação alta, a estabilidade monetária ajuda a manter os preços e os débitos com o exterior”.

Por essa razão, afirma a revista, as economias emergentes devem normalmente aumentar as taxas de juros sob uma ameaça de uma desaceleração, em um esforço para defender suas moedas.

“Essa política monetária pró-cíclica ameaça a economia, infligindo perdas a bancos e para seus clientes, mas pode ser o menor dos males. Países ricos podem suportar uma ameaça a suas moedas com uma negligência benigna, já as economias emergentes não”.

A revista ainda afirma que economias emergentes “prudentes” conseguiram aproveitar o tempo em que suas moedas tinham maior aceitação para ter vantagens agora. A publicação cita o Brasil como exemplo, que diminuiu sua dívida em moeda estrangeira e que, com a desvalorização do real, viu a carga de seus débitos diminuir.

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