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Obama confirma Hillary e diz que ela será 'fora de série' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira a indicação da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado de seu futuro governo. Durante entrevista coletiva em Chicago, Obama descreveu a senadora como "uma amiga, uma colega, uma fonte de conselhos e uma dura opositora durante a campanha" e disse acreditar que Hillary "será uma secretária de Estado fora de série" e que foi "a escolha certa" para o cargo. Obama e Hillary travaram, ao longo de 15 meses durante as primárias democratas, uma das mais longas e acirradas disputas pela indicação presidencial, marcada por pesadas trocas de acusações e tensos debates. A indicação de Hillary já vinha sendo divulgada há vários dias pela imprensa americana, mas só foi confirmada oficialmente nesta segunda. Para selar a nomeação de Hillary, foi necessária uma série de negociações entre seus assessores e a equipe de Obama a respeito das atividades do marido da senadora - o ex-presidente Bill Clinton. Bill Clinton A fim de garantir que as doações recebidas pelo ex-presidente para a sua biblioteca presidencial e para a fundação com o seu nome não entrassem em conflito com as atividades da secretária de Estado, Bill Clinton concordou em revelar, pela primeira vez, o nome de 200 mil doadores de quem já recebeu contribuições e afirmou que não aceitará mais doações de governos. O chefe do Departamento de Estado é responsável pela política externa do país, e o presidente eleito afirmou que a indicação da senadora visa restaurar a imagem da diplomacia americana no mundo. "Ela é uma americana de tremenda estatura, que terá a minha total confiança, que conhece muitos dos líderes mundiais, que será respeitada em todas as capitais e que claramente será capaz de levar adiante os nosso interesses em todo o mundo", disse Obama. Hillary afirmou que "o povo americano indicou que queria uma nova direção" ao optar por Obama, e também "um novo esforço para renovar a posição dos Estados Unidos no mundo como uma força capaz de gerar mudanças positivas". "Darei tudo que tenho a este cargo, à sua administração e ao meu país", acrescentou a senadora, dirigindo-se a Obama. Divergências A indicação de Hillary representa uma certa ironia, visto que a política externa foi um dos principais temas em que Hillary e Obama divergiram durante a disputa das primárias. O presidente eleito havia criticado a senadora por ela ter inicialmente apoiado a guerra do Iraque, à qual ele sempre se opôs. Já Hillary acusou Obama de ser ingênuo por defender negociações sem precondições com líderes como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad ou o cubano Raúl Castro. Obama também criticou a senadora por apoiar a decisão do governo de George W. Bush de classificar a Guarda Revolucionária do Irã como um "grupo terrorista", afirmando que isso abriria caminho para uma possível ação militar contra os iranianos. No Oriente Médio, a indicação de Hillary é vista com alguma desconfiança, devido ao fato de que ela é uma das mais ardorosas defensoras de Israel no Senado americano. Mas, quando primeira-dama americana, ela rompeu o protocolo ao defender a criação de um Estado palestino, quando o tema ainda não constava da agenda dos líderes americanos. Na ocasião, a Casa Branca chegou a dizer que a declaração da primeira-dama representava uma opinião individual, e não a posição da Casa Branca. Republicanos O presidente eleito americano anunciou ainda que vai manter o atual secretário de Defesa, Robert Gates, no cargo. Obama também confirmou a indicação do general aposentado James L. Jones como conselheiro de Segurança Nacional. Tanto Gates como Jones são republicanos. "Quando se trata de manter nossa nação segura, não somos nem democratas, nem republicanos, mas sim americanos", afirmou o presidente eleito. Obama indicou também a governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária de Segurança Nacional, sua assessora Susan Rice como embaixadora americana na ONU e Eric Holder como secretário de Justiça. |
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