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Atualizado às: 28 de novembro, 2008 - 11h34 GMT (09h34 Brasília)
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China é parceiro mais promissor para a AL do que a Rússia, diz Economist
Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao (arquivo)
No Brasil, Hu Jintao foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Rússia e Irã estão se aproximando da América Latina de olho na promoção de negócios e iniciativas conjuntas, mas uma nova parceria com a China é mais promissora para a região, diz artigo na edição desta semana da revista The Economist.

O artigo fala que a reunião da Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), em Lima, no Peru, proporcionou uma oportunidade para um giro pelo continente aos presidentes russo, Dmitry Medvedev, e chinês, Hu Jintao.

Enquanto Hu preferiu se concentrar na Costa Rica e em Cuba, Medvedev fez visitas ao Brasil e à Venezuela. Na Costa Rica o líder chinês reforçou os laços de amizade entre os dois países melhores representados pelo repúdio dos costariquenhos na ONU das pretensões de independência de Taiwan.

Na Venezuela, Dmitry Medvedev fechou acordos de vendas de armas com o governo de Hugo Chávez, mas pode vir a fechar acordos semelhantes com o Brasil.

De acordo com Paulo Sotero, o analista do instituto de ciências políticas Woodrow Wilson Center citado pela reportagem da revista, a visita de Medvedev ao Brasil é um sinal de que o governo brasileiro está dizendo à Rússia que o país é o melhor parceiro no continente.

Segundo a revista, o Brasil pode comprar helicópteros russos e vê espaço para colaboração com a Rússia em tecnologia nuclear civil e aeroespacial."

No ano passado, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, visitou a América Latina e assinou acordos de cooperação com a Venezuela. "O motivo para o recente interesse na América Latina parece ser um desejo de aumentar seu pequeno estoque de amigos diplomáticos no mundo, e marcar pontos de propaganda contra os Estados Unidos."

Mas essas aproximações são limitadas, de acordo com o artigo.

"As ambições intercontinentais de Irã, Rússia e Venezuela (...) têm sido alimentadas pelo petróleo, e portanto são vulneráveis a uma queda acentuada em seu preço", disse a revista.

"A mudança duradoura para a América Latina está nos laços que nascem com a China. Na reunião da Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), a última viagem ao exterior de (o presidente americano, George W.) Bush, (o presidente chinês) Hu (Jintao) foi o centro das atenções."

O comércio chinês com a América Latina passou de apenas US$ 12,2 bilhões em 2000 para US$ 102 bilhões no ano passado, diz o artigo.

Mas, apesar da promissora aproximação chinesa, os maiors parceiros comerciais da América Latina são Europa e Estados Unido, de acordo com a Economist. "E o líder estrangeiro que a maioria dos políticos latino-americanos tem mais ansiedade em ver no ano que vem é Barack Obama".

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