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Atualizado às: 18 de novembro, 2008 - 15h39 GMT (13h39 Brasília)
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Neozelandeses são condenados por torturar e matar menina de 3 anos
Dois homens da Nova Zelândia foram considerados culpados nesta terça-feira pelo assassinato de uma menina de três anos, depois de meses torturando a criança.

Wiremu Curtis, de 19 anos, e seu irmão, Michael, 22, ainda não receberam a sentença, mas podem ser condenados à prisão perpétua pelo homicídio de Nia Glassie.

Nia morreu devido a lesões cerebrais em um hospital neozelandês no dia 3 de agosto de 2007, duas semanas depois de receber fortes chutes na cabeça.

Durante o julgamento, na cidade de Rotorua (norte do país), os jurados ouviram os detalhes das torturas que a menina sofreu.

Ela foi espancada, colocada dentro de uma secadora de roupas ligada na potência máxima e dentro de um sofá dobrável - e depois seus agressores sentaram em cima.

Nia foi colocada em cima de fogo, empurrada em pilhas de lixo, arrastada seminua por um tanque de areia, arremessada contra uma parede, jogada no chão, e os agressores imitaram golpes de um jogo de computador de luta usando a criança como alvo.

Além disso tudo, Nia foi colocada em um varal giratório no quintal da casa em que vivia, e o varal foi girado até que ela fosse arremessada para longe.

Ela também chegou a ficar 36 horas inconsciente, sem cuidados médicos.

Justiça

 Membros da família e vizinhos sabiam que Nia estava sofrendo abuso e negligência. Eles terão que conviver com o fato de não terem feito nada.
Cindy Kiro, comissária do Conselho da Criança da Nova Zelândia

A mãe de Nia, Lisa Kuka, 35 anos, que tinha um relacionamento com Wiremu Curtis, foi considerada culpada de homicídio culposo (não intencional) por não ter protegido a filha.

O primo da criança, Michael Pearson, 20 anos, e a parceira de Michael Curtis, Oriwa Kemp, 18, foram considerados culpados por crueldade contra crianças.

A juíza do caso, Judith Potter, chorou ao ler a sentença e agradeceu ao júri, também abalado, por ter agüentado o julgamento.

Cindy Kiro, comissária do Conselho da Criança da Nova Zelândia, disse que o único consolo neste caso é que a justiça foi feita.

"Membros da família e vizinhos sabiam que Nia estava sofrendo abuso e negligência. Eles terão que conviver com o fato de não terem feito nada", afirmou.

Rawhiti Simiona, testemunha do caso e vizinha da família, disse a um canal de televisão local que se arrepende por não ter chamado a polícia quando viu a criança sendo colocada no varal de roupas.

"Sinto-me parcialmente responsável, talvez ela ainda estivesse viva se eu tivesse chamado a polícia naquele dia, pois ela morreu não muito tempo depois", disse.

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