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Atualizado às: 18 de novembro, 2008 - 11h22 GMT (09h22 Brasília)
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Navio raptado estaria rumando para 'centro da pirataria' da Somália
O petroleiro Sirius Star (Foto do site da Aramco)
O Sirius Star fez sua primeira viagem em março deste ano
O navio saudita com US$ 100 milhões em petróleo que foi seqüestrado por piratas no sábado estaria navegando pela costa da Somália nesta terça-feira, segundo relatos de fontes ligadas à Marinha americana. Acredita-se que ele esteja a caminho do porto de Eyl, onde muitas embarcações seqüestradas ficam ancoradas.

O destino do Sirius Star ainda é incerto e muitas informações que estão circulando não foram confirmadas.

Uma agência de notícias chegou a dizer que os piratas entraram em contato com a Vela International, empresa que opera o navio, para dar início a uma negociação. No entanto, a empresa não confirmou nem negou a informação, em contato feito pela BBC.

O Secretariado Internacional Marítimo, órgão que faz certificação de companhias navais, disse que outras 13 embarcações estão atualmente seqüestradas na costa da Somália, em negociação de resgate.

O seqüestro do navio Sirius Star é visto como inédito, tanto pelo tamanho da embarcação como pelo local. O navio com 2 milhões de barris de petróleo cru foi seqüestrado a mais de 400 milhas náuticas a partir do porto de Mombassa, no Quênia – longe do "Beco dos Piratas", como é conhecido o trecho onde muitos navios são raptados.

Restaurantes para reféns

Segundo pessoas que visitaram Eyl recentemente ouvidas pela BBC, o porto da cidade mudou muito desde que virou um "centro" da pirataria da Somália.

No último ano, o local deixou de ser uma pequena vila de pescadores para se transformar em um dos pontos mais ricos da Somália.

Apesar de a maioria do dinheiro ganho com pirataria ir para lugares como Dubai e Nairóbi, parte do montante fica na cidade portuária da Somália, onde os jovens que trabalham no ramo são vistos como heróis.

Alguns dos milhões de dólares ganhos com o pagamento de resgates foram gastos na construção de casas luxuosas e na compra de iates.

Há relatos de que os moradores de Eyl estão animados com a notícia do seqüestro do Sirius Star. A tripulação de 25 pessoas – entre sauditas, poloneses e britânicos – deve se juntar a outros 200 reféns que foram seqüestrados no último ano.

Os reféns dos navios são mantidos em boas condições, pois são parte importante na negociação do resgate. Alguns reféns chegaram a ser trocados por milhões de dólares. Em geral, eles são bem tratados na Somália.

Recentemente, alguns restaurantes especiais surgiram em Eyl especializados em atender apenas reféns que não gostam da comida típica somali.

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