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Atualizado às: 11 de novembro, 2008 - 07h58 GMT (05h58 Brasília)
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Cientistas colocam janela em rato para estudar metástase
Rato
Alastramento de células de câncer foi monitorado em ratos
Uma técnica que literalmente coloca uma janela no peito de um rato para que cientistas possam monitorar o alastramento de células de câncer pode ajudar cientistas a desvendar o misterioso processo de metástase.

Os cientistas da Albert Einstein School of Medicine, em Nova York, nos Estados Unidos, conseguiram manter o rato vivo durante 21 dias com a minúscula janela de vidro em seu peito.

Durante esse período, eles puderam observar células de um tumor no peito do animal à medida que se alastravam pelos tecidos vizinhos, informou a revista científica Nature Methods.

A entidade britânica de fomento à pesquisa sobre o câncer Cancer Research UK disse que o experimento pode auxiliar especialistas na busca de formas de conter o desenvolvimento do câncer em humanos.

Em muitos casos de câncer, não é o tumor inicial que mata - o perigo está nas células que viajam para outras partes do corpo.

Entretanto, os fatores que desencadeiam esse processo, conhecido como metástase, são pouco conhecidos.

Isto porque é impossível observar a metástase em ação. O comportamento de células de câncer em uma lâmina de laboratório pode ser radicalmente diferente daquele em um tecido vivo.

A equipe americana vinha buscando formas de permitir que os cientistas observassem a metástase dentro do corpo.

Tentativas iniciais envolveram retirar uma camada de pele do peito do rato para que a atividade das células pudesse ser observada diretamente no plano microscópico.

Entretanto, o processo de metástase demora dias e até semanas, e os ratos não poderiam sobreviver sob o efeito de anestésicos durante tanto tempo. Além disso, as condições na ferida aberta são muito mais secas do que dentro do corpo.

A nova técnica envolve inserir a "janela", o que significa que o rato pode viver - e as células de câncer podem ser observadas - durante muito mais tempo, com o "micro ambiente" que cerca o tumor intacto.

As células do câncer foram então marcadas com substâncias que permitiram que seus movimentos fossem monitorados por microscópio.

Desafio

Esta abordagem já está obtendo resultados positivos - os cientistas verificaram que mudanças sutis no "micro ambiente" parecem criar as condições certas para que as células comecem sua jornada para outras partes do corpo.

A representante Joanna Peak, da entidade beneficente Cancer Research UK, disse: "Conter a metástase continua sendo um dos maiores desafios no bem-sucedido tratamento do câncer, mas é também um dos elementos mais difíceis no estudo do câncer em laboratório".

"Esta pesquisa de ponta oferece novas oportunidades para o estudo do complexo relacionamento entre as células de câncer e o tecido que as cerca - para nos ajudar a entender a metástase em mais detalhe".

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