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Cientistas colocam janela em rato para estudar metástase | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma técnica que literalmente coloca uma janela no peito de um rato para que cientistas possam monitorar o alastramento de células de câncer pode ajudar cientistas a desvendar o misterioso processo de metástase. Os cientistas da Albert Einstein School of Medicine, em Nova York, nos Estados Unidos, conseguiram manter o rato vivo durante 21 dias com a minúscula janela de vidro em seu peito. Durante esse período, eles puderam observar células de um tumor no peito do animal à medida que se alastravam pelos tecidos vizinhos, informou a revista científica Nature Methods. A entidade britânica de fomento à pesquisa sobre o câncer Cancer Research UK disse que o experimento pode auxiliar especialistas na busca de formas de conter o desenvolvimento do câncer em humanos. Em muitos casos de câncer, não é o tumor inicial que mata - o perigo está nas células que viajam para outras partes do corpo. Entretanto, os fatores que desencadeiam esse processo, conhecido como metástase, são pouco conhecidos. Isto porque é impossível observar a metástase em ação. O comportamento de células de câncer em uma lâmina de laboratório pode ser radicalmente diferente daquele em um tecido vivo. A equipe americana vinha buscando formas de permitir que os cientistas observassem a metástase dentro do corpo. Tentativas iniciais envolveram retirar uma camada de pele do peito do rato para que a atividade das células pudesse ser observada diretamente no plano microscópico. Entretanto, o processo de metástase demora dias e até semanas, e os ratos não poderiam sobreviver sob o efeito de anestésicos durante tanto tempo. Além disso, as condições na ferida aberta são muito mais secas do que dentro do corpo. A nova técnica envolve inserir a "janela", o que significa que o rato pode viver - e as células de câncer podem ser observadas - durante muito mais tempo, com o "micro ambiente" que cerca o tumor intacto. As células do câncer foram então marcadas com substâncias que permitiram que seus movimentos fossem monitorados por microscópio. Desafio Esta abordagem já está obtendo resultados positivos - os cientistas verificaram que mudanças sutis no "micro ambiente" parecem criar as condições certas para que as células comecem sua jornada para outras partes do corpo. A representante Joanna Peak, da entidade beneficente Cancer Research UK, disse: "Conter a metástase continua sendo um dos maiores desafios no bem-sucedido tratamento do câncer, mas é também um dos elementos mais difíceis no estudo do câncer em laboratório". "Esta pesquisa de ponta oferece novas oportunidades para o estudo do complexo relacionamento entre as células de câncer e o tecido que as cerca - para nos ajudar a entender a metástase em mais detalhe". | NOTÍCIAS RELACIONADAS Estudo liga enxaqueca a risco reduzido de câncer de mama06 novembro, 2008 | BBC Report Cientistas decodificam pela 1ª vez genoma de paciente com câncer06 novembro, 2008 | BBC Report Estudo liga pouco sono a câncer de mama03 novembro, 2008 | BBC Report Exercício pesado reduz risco de câncer de mama, diz estudo31 outubro, 2008 | BBC Report Cientistas criam tomate roxo que 'pode evitar câncer'27 outubro, 2008 | BBC Report Café em excesso pode reduzir seios, indica estudo23 outubro, 2008 | BBC Report Anticorpos do tubarão 'podem ajudar a combater o câncer'14 outubro, 2008 | BBC Report Estudo sobre proteína fluorescente rende Nobel de Química08 outubro, 2008 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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