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Atualizado às: 05 de novembro, 2008 - 08h56 GMT (06h56 Brasília)
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'Efeito Obama' gera ganhos na Ásia mas não levanta Europa
Homem passa diante de painéis mostrando alta do mercado japonês
Mercado espera que novo governo acelere contenção da crise
A notícia da eleição do democrata Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos gerou otimismo nos mercados financeiros asiáticos, mas não foi capaz de levar as bolsas européias para o azul nesta quarta-feira.

Investidores no Ocidente e no Oriente reagiram em sentido oposto à eleição americana.

Na Ásia, que se deixou contagiar pela alta dos mercados dos EUA no dia anterior, a definição sobre quem comandará a maior economia do planeta criou o que analistas já apelidaram de "efeito Obama".

Mas na Europa as bolsas abriram em baixa, com investidores preferindo realizar lucros obtidos nos últimos dias e analistas afirmando que uma vitória de Obama já estaria refletida nos preços das ações.

Às 8h45 de Londres (6h45 da manhã em Brasília), o índice FTSE 100 caía 1,67% aos 4.562 pontos na capital britânica.

Em Frankfurt, o índice DAX recuava 1,2% aos 5.214 pontos e, em Paris, o CAC 40 perdia 1,81% aos 3.624 pontos.

A reticência das bolsas européias contrastou com a euforia das asiáticas. No Japão, o índice Nikkei 225 subiu 4,5% e fechou aos 9.521 pontos, enquanto o Topix saltou 6,2% para os 967 pontos.

Os indicadores foram impulsionados por ações de companhias exportadoras, que poderiam se tornar mais competitivas com a alta do dólar.

A moeda americana está em alta em relação às principais moedas, diante da expectativa de que um novo governo democrata na Casa Branca acelere medidas econômicas para contornar a crise financeira.

Outros mercados

Em Xangai, o índice Composite, impulsionado por ações do setor financeiro, fechou em alta de 3,9% aos 1.691 pontos,

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou com ganho de 3,7% aos 14.912 pontos, após registrar uma alta de mais de 6% ao longo do pregão.

Outros mercados asiáticos também registravam alta perto do fechamento, como Coréia do Sul (+2,5%), Cingapura (+3,5%) e Tailândia (+3,1%).

Analistas atribuíram as subidas ao otimismo emanado do mercado americano, onde os principais indicadores subiram na terça-feira (Dow Jones +3,28%, S&P 500 + 4,08% e Nasdaq +3,12%), e ao que já chamam de "alta Obama", "reação Obama" e "efeito Obama".

"O mercado está reagindo positivamente em uma 'reação Obama' e estamos vendo a continuação desta alta", disse à agência Reuters o diretor gerente da Knight Equity Markets, Peter Kenny, referindo-se ao clima no mercado asiático.

"Claramente o mercado estava antecipando um referendo substancial sobre mudança, uma presidência de Obama e um caminho diferente."

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