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Co-produções são sinais de prestígio do cinema brasileiro, diz 'LA Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O crescente número de co-produções internacionais no cinema brasileiro são um sinal do prestígio desta indústria, que nas últimas duas décadas sofreu com a falta de verbas, afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo Los Angeles Times. Segundo o jornal, a indústria que chegou a ser uma das mais ativas na América Latina, foi dizimada por desvalorizações, hiper-inflação e mudanças nas políticas dos governos. Entrevistado pelo jornal LA Times, André Sturm, diretor da associação Brasil Cinema, diz que “depois de fazer apenas dois filmes em 1991, os cineastas brasileiros vão completar 90 produções neste ano, das quais cerca de uma dúzia serão em parceria com produtores dos Estados Unidos, Ásia, Canadá e Europa”. A reportagem ainda destaca o aumento das co-produções nos canais de TV a cabo, citando a HBO, que acaba de produzir e exibir a quarta mini-série brasileira em três anos. “Para os produtores americanos, negócios em outras terras são um meio de baixar custos e proteger suas apostas financeiras em um momento de crise bancária que tornou empréstimos para filmes mais difíceis de se conseguir”, explica o jornal. “Mas sua presença também é parte do processo de polinização estilística cruzada, cujo efeito talvez tenha sido mais visível na influência que os cineastas mexicanos de vanguarda tiveram sobre produtores de Hollywood nos últimos anos.” A reportagem destaca, entre outros, os diretores Walter Salles, de Central do Brasil e Linha de Passe, Heitor Dhalia, de Cheiro de Ralo e À Deriva e Fernando Meirelles, de Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira. Mas o LA Times afirma que, apesar do crescente número de produções cinematográficas e das melhorias de renda, o público de cinema diminuiu e o Brasil segue a tendência americana de “entretenimento em casa”. Outro grande concorrente, diz o LA Times, são as produções televisivas, em particular da Rede Globo. A reportagem ainda cita que as co-produções abrem espaço para filmes brasileiros em outros mercados, em que os parceiros têm melhores condições de divulgá-los. |
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