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Jovens judeus 'peregrinam' à Flórida por Obama | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um movimento que começou como brincadeira está convocando jovens judeus americanos a viajarem até a Flórida para convencer seus avós a votarem no candidato democrata à presidência, Barack Obama, nas eleições de 4 de novembro. O movimento começou com um vídeo da comediante Sarah Silverman divulgado na internet e que já foi visto por milhões de pessoas. "Se vocês soubessem que uma visita aos seus avós poderia mudar o mundo, vocês o fariam? Claro que sim. Seria estúpido não fazer", afirma Silverman no vídeo divulgado no começo de outubro. Com o apoio do Conselho Judeu de Educação e Investigação, a chamada de Silverman acabou gerando a campanha conhecida como "A Grande Schlep", que conta com um site na internet e uma comunidade virtual em que os participantes podem contar suas experiências. O objetivo é convocar os jovens judeus americanos para uma "Grande Schlep" até o Estado da Flórida. Temor por Israel Segundo as pesquisas Obama e o republicano John McCain estão concorrendo cabeça a cabeça na Flórida, um estado tradicionalmente republicano. Os 600 mil votos de cidadãos judeus do sul do Estado (a segunda maior comunidade do país), a maioria deles aposentados que vieram de outros Estados, poderiam fazer diferença para Obama. A "Grande Schlep" ocorre em um contexto difícil para Obama. Segundo analistas, muitos judeus temem que Obama poderia mudar a política dos Estados Unidos em relação a Israel - mesmo depois de o candidato ter afirmado que não fará mudanças drásticas. A história pessoal do democrata também aumenta as preocupações dos eleitores judeus. Os fatos de o segundo nome de Obama ser Hussein, um nome muçulmano, e que parte de sua educação ter sido na Indonésia (o país com maior número de muçulmanos no mundo) não contam a favor do democrata junto aos judeus do país, de acordo com analistas. 'Provocar um sorriso' Ari Wallach um dos organizadores do "Grande Schlep", afirmou à BBC que "esta é a eleição mais importante de nossas vidas. Queremos uma idéia que provoque um sorriso, mas gostaríamos é que as pessoas conversassem".
Entre eles: "a biografia de Barack Obama", "Obama ama Israel e você também", "é negro: vamos falar sobre isso" e "previdência social". Apesar do entusiasmo dos schleppers, alguns demonstram mais cautela quanto à estratégia. Segundo o jornal britânico The Daily Telegraph, o "Schlep" não conseguiu muitos seguidores: apenas um em cada 200 membros do grupo do "Grande Schlep" na página de relacionamentos Facebook chegou a viajar para a Flórida. Até a própria Sarah Silverman não viajou e também não tem avós no Estado. Além disso, os democratas não são os únicos buscando o voto judeu com iniciativas originais e na comunidade virtual. Existem grupos de "Judeus por McCcain", blogs e comunidades na internet que tentam convencer os judeus a votarem no candidato republicano. Em uma destas páginas, Max Broxmeyer, diretor nacional da organização Jewish Advisory Coalition, afirma que McCain demonstrou de forma consistente "um grande amor por Israel". |
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