|
Foi-se o tempo em que o mercado podia tudo, diz Lula ao 'El País' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luís Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao jornal espanhol El País, estar convencido de que a crise financeira dará lugar a profundas mudanças no mundo. "Foi-se o tempo em que o mercado podia tudo...Foram-se os tempos em que as economias emergentes dependiam do FMI (Fundo Monetário Internacional) e em que a América Latina não tinha voz própria", disse o presidente na entrevista, publicada neta terça-feira. Segundo o El País, Lula, que na segunda-feira recebeu o prêmio Quixote na Espanha por sua "contribuição à língua espanhola", deu a idéia de que “o Brasil, pouco a pouco, está se convertendo em uma potência emergente regional e global”. Para o jornal, Lula quer não apenas marcar o passo na América do Sul, mas ainda influenciar o resto do mundo. O jornal comenta que, de Madri, Lula seguiria para a cúpula da IBAS (grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul), na Índia, para conversar com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh sobre a Rodada Doha de comércio internacional, que, segundo o presidente, estaria parada por falta de acordo entre Estados Unidos e Índia sobre a agricultura. “Vou dizer (a Singh), que não haverá gesto mais positivo para começar a superar a crise financeira do que concluir a Rodada Doha”, teria dito Lula ao El País. “Lula está convencido de que uma maior abertura do comércio mundial é um bom antídoto para a crise”, diz o El País. “A Rodada Doha não é um problema econômico, é político”, disse o presidente ao jornal. Lula acredita que a crise financeira também é uma questão política, diz o jornal, e requer uma solução por parte dos chefes de Estado. O presidente também quer uma nova regulamentação do mercado. “A crise já não é um problema só dos bancos, é dos correntistas. E quando é dos correntistas, é uma questão de Estado. O Tesouro público de cada país deve garantir a liquidez para manter o acesso ao crédito e às poupanças das pessoas”, disse Lula ao jornal. O presidente voltou a dizer que o Brasil está preparado para fazer frente à crise, lembrando ainda que nenhuma das obras de infra-estrutura foi cancelada no país por causa das turbulências financeiras no mundo. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Brasil e Argentina estudam aumentar barreiras comerciais 13 outubro, 2008 | BBC Report Espanha destina 100 bilhões de euros para bancos13 outubro, 2008 | BBC Report Brasil terá crescimento 'realista' em 2009, diz Mantega13 outubro, 2008 | BBC Report G7 não é adequado para conter crise, diz Mantega12 outubro, 2008 | BBC Report Mantega diz que crise torna reforma do FMI 'mais urgente'11 outubro, 2008 | BBC Report Crescimento sustentável é 'chave real' para estabilidade na AL, diz 'FT'10 outubro, 2008 | BBC Report Não perdi o sono com a crise, diz Mantega em Washington10 outubro, 2008 | BBC Report Impacto da crise global no Brasil preocupa Argentina10 outubro, 2008 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||