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Atualizado às: 08 de outubro, 2008 - 20h21 GMT (17h21 Brasília)
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Escolas inglesas receberão kit para combater extremismo
ministro da Educação, Ed Ball
Para Ball, escolas têm papel chave na prevenção do extremismo
O Ministério da Educação britânico preparou um kit que será enviado a escolas do país em uma campanha para evitar que os estudantes pratiquem atos extremistas.

O kit Learning together to be safe ("Aprendendo juntos para ter segurança", em tradução literal) inclui DVDs e brochuras e será distribuído nas instituições de ensino primário e fundamental.

Ele traz dicas sobre como discutir questões envolvendo comportamentos suspeitos e lista uma série de sinais aos quais os profissionais de educação devem ficar atentos, como pichações e grafites com símbolos suspeitos, promoção de mensagens extremistas e sites visitados pelos alunos na escola.

Além disso, o material também sugere que os colégios nomeiem um professor que poderá ser procurado por alunos que desejam relatar casos suspeitos.

O ministro do governo britânico para Infância, Escolas e Famílias, Ed Balls, disse que a iniciativa não tem como objetivo transformar professores em inspetores.

“Não queremos que os professores façam trabalho de vigilância. Isto não é problema deles”, disse Ball. “Mas se algo incomoda os alunos, queremos que eles saibam que existe alguém a quem podem se dirigir.”

Preconceito racial

O ministro disse que a idéia partiu de um pedido feito pelas próprias escolas de mais apoio e conselhos para conter práticas associadas ao extremismo nas escolas.

“O extremismo violento influenciado pela Al-Qaeda impõe uma grande ameaça à segurança, mas outras formas de ‘terrorismo’, como ódio e preconceito racial também afetam nossas comunidades e causam alienação e desafeto entre as pessoas”, acrescentou o ministro.

A União Nacional de Professores da Inglaterra recebeu bem a medida, enfatizando que “grupos políticos violentos representam uma ameaça para um vasto número de pessoas”.

Já a Associação de Professores e Palestrantes foi mais crítica.

Para Mary Bousted, secretária-geral da associação, os professores têm o dever de proteger alunos contra atividades ilegais, mas "não são treinados para ser espiões".

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