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Atualizado às: 30 de setembro, 2008 - 18h19 GMT (15h19 Brasília)
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Paquistão nomeia novo chefe de serviço de inteligência
general Ahmed Shujaa Pasha
Pasha substitui aliado do ex-presidente Pervez Musharraf
O ex-chefe de operações militares do Paquistão, que lançou recentes ofensivas contra militantes perto da fronteira do país com o Afeganistão, general Ahmed Shujaa Pasha, foi nomeado nesta terça-feira para liderar a poderosa agência de inteligência do país, a ISI.

Pasha toma posse em meio à crescente pressão americana para que o Paquistão adote mais medidas para combater o Talebã e a rede extremista Al-Qaeda.

A indicação de Pasha está entre as mudanças anunciadas como parte de uma reformulação da cúpula do Exército.

A correspondente da BBC na capital paquistanesa, Islamabad, Barbara Plett, diz que a reforma será observada com atenção pelos Estados Unidos e pelo Afeganistão, que levantaram dúvidas sobre a credibilidade da ISI de atuar na "guerra contra o terrorismo".

Observadores paquistaneses dizem que a iniciativa parece ser um esforço do comandante do Exército, o general Ashfaq Kayani, chefe da ISI até um ano atrás, para consolidar seu controle sobre os militares.

De acordo com Plett, o general Pasha é descrito como um moderno soldado profissional.

Como chefe de operações militares, ele esteve encarregado de ofensivas que os lançadas no ano passado contra militantes pró-Talebã em Swat, Waziristão e outras áreas do noroeste do Paquistão.

Musharraf

Pasha substituirá o general Nadeem Taj, leal ao ex-presidente Pervez Musharraf, que foi indicado há menos de um ano.

Segundo observadores, é raro para um chefe da ISI passar tão pouco tempo no posto.

A indicação de Pasha ocorre depois de um impasse entre o governo paquistanês e o comandante do Exército, o general Kayani, que resistiu às tentativas de colocar a ISI sob o controle de civis.

Mas, segundo Plett, ainda será preciso esperar para saber se a mudança no comando da ISI também vai significar uma mudança na política ou uma reforma na agência.

Os militares paquistaneses governaram o país por cerca de metade de seus 61 anos de independência.

Al-Qaeda

A ISI ajudou a matar ou capturar vários dos integrantes importantes da Al-Qaeda desde 2001, mas há muito tempo vem sendo acusada de colaborar com os militantes, apesar de garantias do governo de que a agência foi reformada.

A agência teve um papel-chave no financiamento de mujahideen afegãos, e críticos dizem que alguns de seus agentes ainda desempenham um jogo duplo, encarando grupos militantes como elementos a serem usados no Afeganistão e na disputa com a Índia pelo território da Caxemira.

No começo de 2008, o Paquistão afirmou que seus agentes foram acusados pelos Estados Unidos de alertar militantes ligados à Al-Qaeda sobre os ataques americanos.

A ISI também foi acusada de envolvimento com o ataque à embaixada da Índia em Cabul, em julho. O governo paquistanês nega a acusação.

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