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Paquistão nomeia novo chefe de serviço de inteligência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-chefe de operações militares do Paquistão, que lançou recentes ofensivas contra militantes perto da fronteira do país com o Afeganistão, general Ahmed Shujaa Pasha, foi nomeado nesta terça-feira para liderar a poderosa agência de inteligência do país, a ISI. Pasha toma posse em meio à crescente pressão americana para que o Paquistão adote mais medidas para combater o Talebã e a rede extremista Al-Qaeda. A indicação de Pasha está entre as mudanças anunciadas como parte de uma reformulação da cúpula do Exército. A correspondente da BBC na capital paquistanesa, Islamabad, Barbara Plett, diz que a reforma será observada com atenção pelos Estados Unidos e pelo Afeganistão, que levantaram dúvidas sobre a credibilidade da ISI de atuar na "guerra contra o terrorismo". Observadores paquistaneses dizem que a iniciativa parece ser um esforço do comandante do Exército, o general Ashfaq Kayani, chefe da ISI até um ano atrás, para consolidar seu controle sobre os militares. De acordo com Plett, o general Pasha é descrito como um moderno soldado profissional. Como chefe de operações militares, ele esteve encarregado de ofensivas que os lançadas no ano passado contra militantes pró-Talebã em Swat, Waziristão e outras áreas do noroeste do Paquistão. Musharraf Pasha substituirá o general Nadeem Taj, leal ao ex-presidente Pervez Musharraf, que foi indicado há menos de um ano. Segundo observadores, é raro para um chefe da ISI passar tão pouco tempo no posto. A indicação de Pasha ocorre depois de um impasse entre o governo paquistanês e o comandante do Exército, o general Kayani, que resistiu às tentativas de colocar a ISI sob o controle de civis. Mas, segundo Plett, ainda será preciso esperar para saber se a mudança no comando da ISI também vai significar uma mudança na política ou uma reforma na agência. Os militares paquistaneses governaram o país por cerca de metade de seus 61 anos de independência. Al-Qaeda A ISI ajudou a matar ou capturar vários dos integrantes importantes da Al-Qaeda desde 2001, mas há muito tempo vem sendo acusada de colaborar com os militantes, apesar de garantias do governo de que a agência foi reformada. A agência teve um papel-chave no financiamento de mujahideen afegãos, e críticos dizem que alguns de seus agentes ainda desempenham um jogo duplo, encarando grupos militantes como elementos a serem usados no Afeganistão e na disputa com a Índia pelo território da Caxemira. No começo de 2008, o Paquistão afirmou que seus agentes foram acusados pelos Estados Unidos de alertar militantes ligados à Al-Qaeda sobre os ataques americanos. A ISI também foi acusada de envolvimento com o ataque à embaixada da Índia em Cabul, em julho. O governo paquistanês nega a acusação. | NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU aponta fuga de paquistaneses para o Afeganistão29 setembro, 2008 | BBC Report Paquistão precisa de US$ 7 bi 'para não entrar em colapso'29 setembro, 2008 | BBC Report Maioria acredita que 'guerra ao terror' não enfraqueceu Al-Qaeda, indica pesquisa global28 setembro, 2008 | BBC Report Paquistão abre fogo contra helicópteros da Otan25 setembro, 2008 | BBC Report Paquistão encontra destroços de 'avião espião americano' 24 setembro, 2008 | BBC Report Paquistão 'adverte' helicópteros dos EUA com tiros22 setembro, 2008 | BBC Report Vídeo mostra caminhão bomba que explodiu no Paquistão21 setembro, 2008 | BBC Report Paquistão 'vai tomar ações contra militantes'21 setembro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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