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Furacão Ike ganha força e avança para o Caribe
Fila no aeroporto das ilhas Turks e Caicos, no Caribe
No aeroporto das ilhas Turks e Caicos, no Caribe, há filas para se fugir do furacão Ike
O furacão Ike ganhou força na tarde deste sábado, e vem se movendo em direção a Cuba, Haiti e outras partes do Caribe que ainda se recuperam dos danos causados por várias tempestades nas últimas semanas.

A previsão do Centro Nacional para Furacões dos Estados Unidos, com sede em Miami, é que as pesadas chuvas e ventos - que no momento chegam a até 200 quilômetros por hora - comecem a atingir o Haiti nas próximas horas.

Mas a expectativa é de que os piores efeitos se façam sentir em Cuba, no domingo ou manhã de segunda-feira.

Haiti

Mais de 500 pessoas morreram no Haiti em meados desta semana, em conseqüência da passagem da tempestade tropical Hanna.

Desde então, a tormenta avançou para a costa americana, lançando fortes chuvas nos Estados da Carolina do Norte e do Sul.

O furacão Gustav, na semana passada, e a tempestade tropical Fay, há duas semanas, mataram cerca de 120 pessoas.

O Haiti deverá demorar para se recuperar após a temporada de furacões deste ano, segundo um representante da ONU (Organização das Nações Unidas).

“Os estragos são muito grandes e é o efeito cumulativo de três tempestades atingindo quase o mesmo lugar que faz com que (a situação) seja tão ruim”, disse à BBC John Holmes, sub-secretário geral da ONU para Questões Humanitárias e Emergência.

Hanna trouxe pesadas chuvas no país durante quatro dias, causando inundações e deslizamentos de terra.

Nesta sexta-feira, a polícia haitiana encontrou 495 corpos em Gonaives, no noroeste do país, depois que as águas lamacentas da enchente provocada por Hanna começaram a baixar.

Ajuda

Segundo o coordenador de Ajuda Humanitária da ONU no Haiti, Joel Boutroue, a verdadeira escala da tragédia está sendo revelada gradualmente e é difícil levar ajuda a parte da população já que estradas ainda estão inundadas.

“Há uma área, e não é apenas a cidade de Gonaives em si, mas a região inteira, que foi coberta, inundada, e agora a água está gradualmente recuando e há lama e ainda há áreas inundadas”, disse à BBC.

Um navio com 33 toneladas de suprimentos das Nações Unidas (ONU) chegou ao país nesta sexta-feira, para ajudar cerca de 600 mil pessoas que enfrentam dificuldades com os estragos causados por Hanna.

Segundo John Holmes, da ONU, o momento da tragédia não poderia ser pior, já que o Haiti foi seriamente afetado pela crise de alimentos.

“É particularmente doloroso que um grande esforço estava sendo feito para tentar combater a crise de alimentos, por exemplo, tentando reconstruir o setor agrícola do Haiti e reconstruir as estruturas tradicionais de irrigação e assim por diante. Está claro que um dos efeitos da sucessão de tempestades foi levar muito disso embora”, disse Holmes, da ONU.

A Cruz Vermelha Internacional e a Crescente Vermelha lançaram um apelo por US$ 3,4 milhões para ajudar as vítimas haitianas.

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