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Atualizado às: 07 de setembro, 2008 - 00h27 GMT (21h27 Brasília)
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Cuba rejeita ajuda dos EUA após furacão Gustav

Ilha da Juventude, Cuba, após a passagem de Gustav
Milhares de casas foram destruídas com a passagem de Gustav
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu um comunicado rejeitando a oferta de ajuda humanitária feita pelo governo dos Estados Unidos, diante da devastação causada pelo furacão Gustav, que passou pela ilha.

As autoridades em Washington haviam enviado uma mensagem diplomática manifestando pesar pelo ocorrido e propondo o envio imediato de ajuda através de ONGs. Ele previa ainda a visita de uma equipe de especialistas americanos à ilha.

O governo cubano disse, contudo, que "não necessita de assistência de um grupo de avaliação humanitária para verificar os danos e necessidades pois conta com especialistas suficientes, que praticamente já concluíram este trabalho".

Embora manifeste gratidão pela oferta americana, Cuba diz que, se os Estados Unidos têm um desejo real de cooperar, devem "permitir a venda a Cuba de materiais indispensáveis e suspender as restrições que impedem que as empresas americanas ofereçam créditos comerciais privados ao país para a compra de alimentos nos Estados Unidos".

Proposta de Obama

O comunicado apóia indiretamente a proposta do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, para que sejam suspensas as sanções econômicas durante 90 dias, sejam permitidas viagens a Cuba e remessas de familiares de cubano-americanos a seus parentes na ilha.

Boa parte das zonas afetadas pela passagem de Gustav continuam sem luz, com a queda de dezenas de postes de transmissão.

"Se, por razões humanitárias, fossem restituídos esses direitos aos cubanos, não haveria motivo para a manutenção desta proibição, também injusta e discriminatória para os cidadãos americanos", disse o documento.

Para as autoridades cubanas, a única coisa a ser feita seria "eliminar definitivamente (...) o cruel bloqueio econômico, comercial e financeiro aplicado durante quase meio século" contra o país.

Até agora chegou ajuda humanitária de Rússia, Espanha e Venezuela, canalizada através do governo cubano e suas representações locais nas regiões afetadas pelo furacão Gustav.

Calcula-se que cem mil casas tenham sido destruídas.

Setores da comunidade cubana em Miami haviam pedido uma espécie de "trégua humanitária" de 90 dias no embargo econômico imposto a Cuba. Com a catástrofe, os imigrantes cubanos queriam visitar seus familiares, enviar-lhes ajuda e dinheiro - atividades limitadas pela administração republicana.

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