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Cheney inicia giro por ex-repúblicas soviéticas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente americano, Dick Cheney, chegou ao Azerbaidjão nesta quarta-feira, iniciando um giro que tem como objetivo demonstrar o apoio dos Estados Unidos às ex-repúblicas soviéticas ao sul da Rússia. Da capital azeri, Baku, Cheney segue para a Ucrânia e depois para a Geórgia, O giro deve provocar reações negativas em Moscou, que considera os três países como parte de sua esfera de influência. A viagem de Cheney acontece em meio às preocupações do governo americano de que o conflito entre a Rússia e a Geórgia possa afetar o acesso do país a recursos energéticos da região. Segundo o correspondente da BBC em Moscou Steve Rosenberg, “quando se trata de Estados da antiga União Soviética, a principal preocupação do governo americano não é fortalecer a democracia – é o petróleo e o gás”. Petróleo Atualmente, petróleo extraído do mar Cáspio é transportado para o Ocidente através de um oleoduto que sai do Azerbaidjão, atravessa a Geórgia e termina na Turquia, sem passar pela Rússia. Rosenberg afirma que o governo americano não quer que todo o petróleo e gás enviado para o Ocidente passem por gasodutos e oleodutos que atravessam a Rússia. Além do oleoduto Baku-Tblissi-Ceyhan, financiado pelo Ocidente, há planos para a construção de um gasoduto para transportar gás do Azerbaidjão e da Ásia Central até a Áustria, atravessando a Turquia, a Romênia e a Hungria. O projeto, chamado Nabucco, é considerado vital para garantir que os EUA e a União Européia não se tornem ainda mais dependentes da energia de Moscou. No entanto, a Rússia parece não estar preparada para ver sua influência diluída na região e tem um projeto rival para a construção de outro gasoduto, que passaria pelo território russo. Conflito O conflito entre a Rússia e a Geórgia teve início no dia 7 de agosto depois que militares georgianos tentaram retomar a região separatista da Ossétia do Sul à força. Forças russas lançaram um contra-ataque e o conflito terminou com a expulsão de tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abecásia. A Rússia reconheceu a independência das duas regiões, mas foi o único país a fazer isso. O reconhecimento foi condenado por vários países do Ocidente, principalmente pelos Estados Unidos, que acreditam que a Rússia desrespeitou a soberania da Geórgia. Durante sua visita à capital da Geórgia, Tbilisi, Dick Cheney deve reforçar o apoio dos Estados Unidos ao presidente Mikhail Saakashvili. Na terça-feira, o presidente russo, Dmitry Medvedev, qualificou o colega georgiano como "um cadáver político", dizendo que não o reconhece como presidente. Em entrevista ao canal de televisão italiano Rai, Medvedev acusou os EUA de ajudarem a Geórgia a construir o que chamou de “máquina de guerra do país” e afirmou que o governo americano deve reavaliar sua relação com as autoridades georgianas. “Infelizmente, em determinado ponto eles deram a Saakashvili carta branca para qualquer ação, inclusive militar", disse. |
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