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UE quer reforçar 'clima de cooperação' com Geórgia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nem sanções, nem prazos: a cúpula de urgência convocada pela União Européia para tratar da crise no Cáucaso não reservará à Rússia mais que palavras, afirmou nesta segunda-feira o Alto Representante para política exterior do bloco, Javier Solana. "As sanções não estão na agenda de hoje. O que podemos fazer hoje é avaliar nossas relações com a Rússia", disse, horas antes de governantes dos 27 países europeus se reunirem em Bruxelas. Nos últimos dias, o Parlamento Europeu e diversos especialistas em conflitos sugeriram que a UE deveria fixar um prazo para o cumprimento integral do acordo de paz por parte de Moscou, sob a ameaça de tomar medidas punitivas. Mas Solana afirmou que a posição européia é de que o acordo, elaborado pela França, país que ocupa a presidência rotativa do bloco, seja cumprido "o mais rápido possível". Ante a hesitação de adotar uma posição mais contundente frente à Rússia, os dirigentes europeus se limitarão nesta segunda-feira a manifestar sua intenção de acelerar o processo de negociação para um acordo de livre comércio com a Geórgia e de retomar as conversas para a liberalização de vistos para seus cidadãos. Para a presidência francesa, essas iniciativas passariam uma mensagem clara de que a Europa quer fortalecer seus laços com a Geórgia. A UE também pode aprovar o envio de uma nova missão ao país, formada por até 200 especialistas, que observariam o cumprimento do acordo de paz por todas as partes envolvidas no conflito. Em relação à Rússia, os líderes europeus querem avaliar as conseqüências que possíveis medidas de retaliação ao governo de Vladimir Medvedev teriam para a UE antes de tomar qualquer decisão. Bruxelas e Moscou mantêm uma delicada relação de interdependência. Mais de 40 por cento de todo o gás e petróleo importado pelo bloco europeu é proveniente da Rússia. Ao mesmo tempo, isso faz da UE o maior sócio comercial do gigante euro-asiático. A UE não convocava uma cúpula extraordinária de governantes desde 2003, quando teve início a invasão dos Estados Unidos ao Iraque. |
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