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Governo afegão quer renegociar presença militar estrangeira
Tropas internacionais no Afeganistão (arquivo)
Há quase 70 mil soldados de 40 países no Afeganistão
O governo do Afeganistão disse que quer renegociar os termos da presença de tropas estrangeiras no país, depois que mais de 90 civis foram mortos em um bombardeio dos Estados Unidos.

Tropas internacionais estão no Afeganistão para auxiliar na segurança, empreendendo uma intensa campanha contra insurgentes do Talebã.

Mas nos últimos meses cresce o ressentimento entre os afegãos por causa das vítimas civis de operações militares.

Dois oficiais afegãos - um general e um major - foram demitidos por causa do bombardeio.

O presidente afegão, Hamid Karzai, que removeu os oficiais, havia criticado anteriormente as forças dos Estados Unidos por realizarem "operações unilaterais" por causa de um ataque no oeste do país.

Mais recentemente, contudo, o chefe de Estado parece sugerir que as forças afegãs têm, em parte, culpa, em ataques em que morrem civis.

Fontes americanas haviam dito originalmente que o ataque tinha matado 30 militantes, mas agora está investigando alegações da morte de muitos civis.

Limitação de autoridade

O gabinete afegão disse que a revisão dos termos da presença de tropas estrangeiras deverá se concentrar na limitação da autoridade e das responsabilidades de forças internacionais e na exigência do fim de bombardeios de civis e de operações ilegais de busca e prisões.

O correspondente da BBC em Cabul, Martin Patience, disse que a decisão do gabinete parece ter sido causada pelas recentes mortes.

Segundo Patience, ainda não está claro se essa decisão é um ato de posicionamento político ou se terá conseqüências mais sérias para o futuro.

A decisão, contudo, provavelmente vai piorar as relações entre o governo afegão e as forças internacionais estacionadas no país, acrescentou.

Há quase 70 mil soldados de 40 nações no Afeganistão.

O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de LeónAjuda à Otan
Governo colombiano poderá enviar tropas ao Afeganistão.
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