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Atualizado às: 22 de agosto, 2008 - 08h30 GMT (05h30 Brasília)
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Espanha fará testes de DNA para identificar vítimas
Vans levam vítimas do acidente em Madri
Vans retiram corpos do mortuário depois da indentificação
O governo espanhol afirmou que será necessário realizar testes de DNA para identificar muitos dos 153 mortos no acidente de avião no aeroporto internacional de Barajas na quarta-feira.

A vice-premiê Maria Teresa Fernandez de la Vega afirmou que, até agora, os peritos conseguiram identificar 59 pessoas usando impressões digitais.

O avião da Spanair, um MD-82, saiu da pista e pegou fogo durante uma segunda tentativa de decolagem.

O correspondente da BBC em Madri Johnny Dymond, disse que pode levar semanas, talvez até meses, antes que as causas do pior acidente da Espanha em 25 anos sejam identificadas.

Acredita-se que o motor esquerdo tenha pegado fogo na decolagem. Na quinta-feira, um porta-voz da Spanair, Javier Mendoza, disse que houve um superaquecimento em uma válvula de entrada de ar durante a primeira tentativa de decolagem, mas afirmou que o problema foi resolvido antes da segunda tentativa.

Dymond afirma que tem havido muitas críticas à Spanair, mas há ainda pouca evidência para sustentar essas críticas. Ele diz que até que o conteúdo das caixas-pretas sejam analisadas, os minutos finais do vôo permanecerão um mistério.

O jornal espanhol El Mundo publicou em seu site nesta sexta-feira uma reportagem na qual diz ter tido acesso a uma série de comunicações iniciadas em abril de 2007 entre os representantes do Sindicato Espanhol de Empresas Aéreas na Spanair e a direção da empresa que mostram a preocupação dos pilotos com a situação operacional da companhia.

Uma dessas comunicações afirma que "o número elevado de vôos atrasados, as escalas programadas em prazos fora da realidade, a falta de recursos, a qualidade dos recursos em terra" e a "escassez de tripulantes" entre outros fatores fazem com que exista um sentimento geral de "caos operacional."

Brasileiro

Entre os 153 mortos na tragédia está o brasileiro Ronaldo Gomes da Silva, segundo informação confirmada na quinta-feira pelo Itamaraty, que a recebeu do Ministério do Interior da Espanha.

Segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, o consulado do Brasil está tentando entrar em contato com a família do brasileiro, mas ainda não há outras informações sobre a vítima.

O governo espanhol informou que 19 estrangeiros de pelo menos onze países estavam no avião. Os países são Alemanha, Brasil, Bulgária, Colômbia, França, Gâmbia, Indonésia, Itália, Mauritânia, Suécia e Turquia.

Dezenove pessoas sobreviveram ao acidente. Quatro estão em "estado muito grave", segundo a mídia espanhola.

"O avião balançava de um lado para outro", disse Ligia Palomino, que sobreviveu com ferimentos na perna e cortes no rosto.

"Eu não sei o que aconteceu depois. Eu vi pessoas, fumaça, explosões - eu acho que isso foi o que me acordou, porque eu tinha perdido a consciência.

"Eu levantei a cabeça e tudo o que vi foram corpos espalhados por todo lugar", acrescentou a médica de 41 anos. "Eu pensei que se ninguém me socorresse logo, eu morreria."

Dois bebês e 20 crianças estavam a bordo do avião que seguia para Las Palmas, nas Ilhas Canárias, segundo um comunicado da Spanair. Três crianças sobreviveram.

Moradores de Madri realizaram vigílias na quinta-feira em homenagem aos mortos.

A Spanair divulgou um número de telefone (0034 800 400 200) para dar informações a familiares de passageiros que estavam a bordo do avião.


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