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Paraguai pretende redefinir relação com o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo governo que assume o Paraguai a partir desta sexta-feira pretende redefinir sua relação com o Brasil e com o Mercosul, disse à BBC Brasil o futuro vice-chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro. "Obviamente vai se redefinir a relação com o Brasil", afirmou Castro. "Porque o Paraguai precisa recuperar a sua própria soberania, tomar as suas próprias decisões e participar em igualdade de condições no Mercosul", disse. Segundo Castro, uma das prioridades será rever o Tratado de Itaipu, assinado por Brasil e Paraguai em 1973. Entre outras mudanças, o Paraguai quer que o Brasil pague mais pela energia que compra do vizinho, produzida pela usina de Itaipu. O novo governo deve inclusive transferir a responsabilidade sobre o assunto da pasta de Obras Públicas e Comunicações para o Ministério de Relações Exteriores. Mercosul Outro assunto prioritário para o novo governo é o Mercosul. "A outra questão será mudar o enfoque do Mercosul", disse Castro. Segundo o futuro vice-chanceler, o bloco hoje tem um conceito basicamente comercial. "Queremos um conceito de integração mais amplo", afirmou. Para ele, um dos problemas do bloco são as assimetrias entre os países menores (Paraguai e Uruguai) e seus vizinhos maiores (Brasil e Argentina). "As relações bilaterais são totalmente desiguais", afirmou. No último ano, o Paraguai conseguiu uma série de vantagens no bloco, como o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), que beneficia as economias menores. No entanto, Castro afirma que ainda há muito a avançar. Para o analista econômico Fernando Masi, o Paraguai deverá seguir apostando no Mercosul como uma plataforma de aliança para a inserção mais efetiva do país no mundo. "Mas isso não significa que não vá explorar novos mercados", diz Masi. "E pode fazer isso com a ajuda do Mercosul ou sem ela." Segundo o analista político Edwin Britez, a política externa paraguaia tem uma tendência "pendular". "No centro de tudo está sempre o interesse em obter vantagens", diz. Para ele, o novo governo se identifica com a Venezuela de Hugo Chávez e pode buscar uma aproximação com o presidente venezuelano. Mas isso depende de uma redução da resistência interna a Chávez e de como pode afetar a relação com os países mais próximos. |
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