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Oposição protesta contra decisão de barrar candidatos na Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Opositores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, protestaram contra o que chamaram de "atropelo" à democracia feito pela maior autoridade judiciária do país, que decidiu barrar a participação de 272 políticos, entre eles lideres da oposição, nas eleições regionais que ocorrem dentro de quatro meses. Líderes dos partidos contrários à Chávez acusam o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de agir politicamente ao inabilitar candidatos chavistas e opositores com a "ficha suja", acusados de participar de corrupção durante o exercício de cargos públicos, ainda que não tenham sido condenados. Na quarta-feira, um dos mais proeminentes inabilitados, o prefeito do distrito de Chacao, Leopoldo López, liderou uma manifestação para "expressar sua frustração" com a decisão dos magistrados, tomada a pedido do controlador da República, Clodosvaldo Russián. “Ontem se materializou uma decisão contra o povo. Uma decisão por medo, uma decisão covarde. O senhor, presidente, tomou uma decisão de querer evitar a mudança. Eles têm medo do povo, o senhor, presidente se escondeu detrás do Tribunal, da Assembléia, da Defensoria, da promotoria”, discursou López. O prefeito acrescentou que A manifestação também envolveu movimentos de estudantes contrários a Chávez. Um dos líderes, Yon Goicoechea, disse ao diário El Nacional que "os inabilitados estão sofrendo violações de direitos humanos". Ele pediu a participação da oposição no governo. "Ou abrem as portas para uma nova Venezuela e para uma nova liderança, ou a nova Venezuela e a nova liderança derrubará e fechará as portas para o governo", afirmou. A oposição promete uma nova marcha para o sábado. Insatisfação Embora pouco numeroso, o protesto pega carona na insatisfação gerada na oposição pela aprovação de 26 leis pelo Executivo através de um mecanismo de "fast track", outorgado a Chávez em janeiro do ano passado, permitindo-o legislar sem a aprovação da Assembléia por um ano e meio. Também na quarta-feira, Julio Borges, coordenador nacional do partido Primero Justicia, o mesmo de Leopoldo López, acusou Chávez de "buscar seus interesses pessoais" ao aprovar o pacote de leis que, segundo críticos, retoma grande parte das propostas rejeitadas em referendo no dia 2 de dezembro do ano passado. "Ficam muito claras as intenções do chefe de Estado de enfiar-nos goela abaixo um socialismo intravenoso que não tem nenhum fundamento concreto além de lograr exercer mais poder sobre o povo venezuelano", afirmou, em entrevista coletiva a jornalistas. O correspondente da BBC em Caracas James Ingham disse que a decisão do TSJ foi um golpe duro para a oposição que, neste ano, conseguiu superar parte de suas divergências internas e acredita ser capaz de avançar nas eleições de novembro. A polêmica se desenrola em meio a uma visita da presidente da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul, Adriana Peña Hernandez, a Caracas. A imprensa local diz que Peña Hernandez está no país para mediar os conflitos entre a oposição e o governo. Entretanto, a agência oficial do governo bolivariano, ABN, veiculou na quarta-feira uma entrevista em que o presidente do Parlasur, Florisvaldo Fier, afirma que a parlamentar do Mercosul está na Venezuela "por sua própria conta". "Adriana Peña não está representando o Parlasur nem a Comissão de Direitos Humanos, porque para isso necessita que a mesa diretora do Parlamento realize uma autorização que ela não possui", declarou, segundo a agência oficial venezuelana. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Venezuela: Supremo confirma inabilitações06 agosto, 2008 | BBC Report Chávez quer nacionalizar banco do grupo Santander01 agosto, 2008 | BBC Report Chávez reecontra rei Juan Carlos após briga; assista25 julho, 2008 | BBC Report Chávez busca 'armas e liderança' em Moscou, dizem analistas22 julho, 2008 | BBC Report Chávez e Uribe dão início a 'nova etapa' nas relações entre os dois países12 julho, 2008 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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